02/08/2018 | Litoral Sul FM | Sem Comentários



Em uma semana, mais doze mortes por conta da gripe foram registradas no Paraná, segundo o Boletim da Gripe divulgado nesta quarta-feira (1) pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa).

Com esses dados, o número de óbitos pela doença chegou a 77 em 2018.

Além disso, mais 32 pessoas foram internadas com casos confirmados da gripe desde a última semana.

Ao todo, 509 pessoas tiveram confirmação da doença.

A cidade de Curitiba continua na primeira posição dos municípios que registraram mortes por conta da gripe, com 13 óbitos.

Em seguida aparece Londrina, com 11 mortes, Maringá, com 6 e Foz do Iguaçu, com 5.

Está chegando na reta final a campanha de vacinação contra a gripe Influenza em Paranaguá.

A Secretaria Municipal de Saúde e Prevenção (Semsap) informa que a campanha de imunização continuará somente até haver estoque e ele está se esgotando.

Na principal unidade que faz vacinação, a da Gabriel de Lara, onde também se concentram os estoques de doses contra outras doenças, o estoque é de pouco mais de 600 frascos .

Distribuídas em outros 18 postos de saúde estão mais aproximadamente 2 mil.

“Temos em estoque um pouco mais de 2.500 doses somente.

Pedimos que os cidadãos procurem as unidades básicas para se imunizar o quanto antes, porque acabando não receberemos mais doses do Governo do Estado”, comentou o secretário municipal de Saúde, Paulo Henrique de Oliveira.

Assim que o Governo do Estado autorizou que outros grupos, e não somente os prioritários (que tomaram cerca de 22 mil doses), pudessem receber as vacinas, aumentou a procura pelas doses nas unidades básicas.

Alguns desses grupos escolhidos não atingiram os percentuais de imunização preconizados pelas autoridades sanitárias.

Foi o caso das crianças e gestantes.

Até agora, em ambos os grupos o índice passou pouco mais de 60%, mas a meta é vacinar pelo menos 90%.

Desde o início da liberação para todas as faixas etárias os grupos com melhores índices de imunização fora os com idade entre 5 e 9 anos, seguidos pelos de 9 a 19.

No grupo prioritário, que ainda pode se vacinar, estão crianças com idade entre seis meses e 5 anos incompletos, gestantes, trabalhadores de saúde, puérperas (45 gestantes após o parto), idosos com mais de 60 anos, indígenas, presos, funcionários do sistema prisional, professores dos ensinos básico e superior.

Também podem ser vacinados (dentro do grupo prioritário) pacientes com comorbidades (que totalizam cerca de 8.500 imunizações).

São pessoas com doenças crônicas respiratória, cardíaca, renal, hepática, neurológica, além de diabetes, obesos, imunossuprimido, transplantados e com trissomias.

 

Jornalista: Osvaldo Capetta

Marcos Rogério/Litoral Notícias