04/10/2018 | Litoral Sul FM | Sem Comentários



Foi com preocupação que a Secretaria Municipal de Saúde e Prevenção (Semsap) recebeu recentemente relatório da equipe que faz o monitoramento do Aedes Aegypti em Paranaguá.

Dados levantados nas últimas semanas apontam alto grau de infestação.

Coletas de larvas do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya foram feitas em vários pontos da cidade, com armadilhas espalhadas especificamente para apontar locais com maior risco.

“A proliferação do Aedes Aegypti ainda preocupa.

Continuamos sob o risco eminente de uma nova epidemia”, alerta a secretária municipal de Saúde interina, Lígia Regina de Campos.

Nos últimos meses várias ações preventivas foram promovidas para conter a proliferação.

A Prefeitura de Paranaguá reuniu todas as secretarias municipais, escalou agentes de endemias, cargos comissionados e formou um verdadeiro batalhão para percorrer os imóveis de todas as regiões da cidade, lembrou o prefeito.

“Mesmo com todo o trabalho que tivemos, indo de casa em casa, realizando a remoção dos criadouros e também orientando a população, ainda temos a sensação de que estamos enxugando gelo”, lamenta o prefeito Marcelo Roque.

As armadilhas são colocadas em imóveis particulares.

Para espanto das equipes que estão em campo, mesmo com toda a orientação prestada há reincidência quando os agentes retornam em locais já identificados como problemáticos.

“Infelizmente, voltamos nestas casas com foco já identificado do mosquito, mas parece que os moradores não se conscientizaram do perigo e ainda mantêm os criadouros, colocando toda sua família e os vizinhos em risco”, completou a secretária municipal de Saúde interina.

AÇÕES PROGRAMADAS

Novas ações preventivas estão sendo programadas pela Semsap para as próximas semanas para combater a proliferação do Aedes Aegypti.

Com um mapeamento já realizado pela equipe do Departamento de Dengue serão definidos os locais que terão a presença de membros de todas as secretarias para realização de remoção de criadouros e orientação dos moradores.

“Não podemos permitir que Paranaguá volte a ter uma nova epidemia, como a que ocorreu em 2016 e levou 29 parnanguaras à morte.

Dengue, zika e chikungunya são doenças graves e temos que combatê-las com responsabilidade.

A Prefeitura de Paranaguá está fazendo sua parte, orientando e retirando criadouros, mas a população também tem que fazer a sua”, alerta o prefeito Marcelo Roque.

 

SECOM

Marcos Rogério/Litoral notícias