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Imagem: Alexandre Macieira/SECOM
Como o barulho dos fogos de artifício afeta o cérebro de autistas e idosos — e como evitá-lo
Hipersensibilidade auditiva e dificuldade em processar estímulos sonoros podem transformar celebração em crise sensorial; especialistas sugerem uso de abafadores e ruído branco
Por Redação com Informações da Agência Brasil - EBC
31 de Dezembro de 2025 às 09:10
A tradicional queima de fogos no Réveillon esconde um impacto fisiológico severo para cerca de 3% da população mundial. Para pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) e idosos com demência, o que é celebração para a maioria traduz-se em dor física e desorientação neurológica.
O impacto no TEA: Hiperacusia
Muitas pessoas no espectro autista apresentam hiperacusia, uma sensibilidade auditiva extrema. Onde o ouvido comum processa um estampido, o cérebro autista pode interpretar como uma agressão física. Isso desencadeia uma descarga de adrenalina que resulta em:
Crises sensoriais: Episódios de choro, gritos ou movimentos repetitivos.
Autoagressividade: Tentativas de cessar a dor interna através de estímulos físicos.
Efeito residual: A desregulação do sistema nervoso pode impedir o sono por vários dias após o evento.
O impacto em idosos: Desorientação
Em idosos, especialmente aqueles com quadros de Alzheimer, o barulho inesperado causa o que médicos chamam de "surto de delírio". A incapacidade de processar a origem do som gera pânico, podendo elevar a pressão arterial e causar riscos cardíacos.
Como minimizar os danos
Especialistas sugerem estratégias práticas para reduzir o sofrimento durante a virada:
Abafadores de ruído: Fones com cancelamento de ruído ou protetores do tipo concha são eficazes para crianças e jovens.
Ruído branco: Sons constantes (como ventiladores ou aplicativos de chuva) ajudam a "mascarar" os picos de barulho dos fogos.
Isolamento acústico: Manter a pessoa em um cômodo interno, com janelas e cortinas fechadas, reduz o impacto visual e sonoro.
Previsibilidade: Explicar antecipadamente o que vai acontecer ajuda o cérebro a se preparar para o estímulo, reduzindo o fator susto.
A tendência global, já adotada por diversas cidades brasileiras, é a substituição dos artefatos ruidosos por fogos silenciosos ou shows de drones, garantindo que o direito à festa não anule o direito ao bem-estar coletivo.
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