03/07/2016 | litor6br | Sem Comentários



Aparelhos iam custar mais de R$ 650 mil aos cofrres públicos.

Aparelhos iam custar mais de R$ 650 mil aos cofrres públicos.

Depois da divulgação pela imprensa de que o governo do Paraná pretendia gastar até R$ 651 mil com a compra de iPhones 6, o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB), anunciou um recuo. Segundo ele, o anúncio da compra mostra que alguns secretários de Estado não compreenderam o “recado” do governador Beto Richa (PSDB) sobre a necessidade de reduzir gastos públicos.

A compra dos 140 aparelhos foi descoberta pelo Livre.Jor depois que a Celepar, companhia de informática ligada ao governo do estado, publicou edital no Diário Oficial da Indústria e Comércio, na quinta-feira. Segundo o edital, os telefones precisavam vir 6S nas cores cinza espacial ou prata, de 64 GB, com sistema operacional iOS9.

O estado também anunciou que iria adquirir 140 películas de vidro temperado (mais caras que a tradicional) e 140 capas originais da Apple de silicone, nas cores cinza ou carvão. O custo máximo da aquisição é de R$ 651.349,30. Apenas com os adicionais de proteção, o custo será de R$ 49.489,30.

Além das especificações técnicas, o governo pede garantia de 12 meses para o aparelho e a bateria, com certificado válido para todo o território nacional. Segundo a proposta de compra, nenhum proponente pode sugerir a venda do aparelho nas cores ouro rosa ou dourado, nem com memória inferior a 16 GB.

Recado
Segundo Rossoni, a compra será cancelada. “Momento é de apertar os cintos. Parece que não entenderam o recado do governador na última reunião de secretários”, disse o secretário da Casa Civil. O edital de compra continua disponível no site do governo do estado e o cancelamento ainda não foi oficializado.

Segundo a Celepar, a exigência de marca e modelo se justifica porque a Apple restringe a circulação de aplicativos no seu sistema operacional (iOS) apenas aos que foram por ela homologados. “Considerando que esses dispositivos terão acesso à rede privada do Estado do Paraná, onde estão armazenadas informações estratégicas e sigilosas, é fundamental a segurança desse ambiente”, disse a Celepar quando procurada pela reportagem na sexta-feira.

Fonte: Paraná Onlinne