17/10/2016 | litor6br | Sem Comentários



A greve dos professores, deflagrada na manhã desta segunda-feira (17), junto ao movimento de ocupação das escolas iniciado no dia 3 de outubro mantêm fechadas em torno de 900 escolas públicas do Paraná. O número corresponde a 43% da rede estadual de ensino. A manifestação dos docentes paralisou totalmente 26% das escolas da rede, segundo o primeiro balanço da Secretaria Estadual de Educação (Seed), divulgado por volta das 10h30.

Das 1.640 escolas, aproximadamente 1,2 mil (74%) estão funcionando de forma total ou parcial. O governo não diz, no entanto, quantos servidores pararam. A estimativa inicial da APP Sindicato aponta que a paralisação foi encampada por 30 mil professores, metade da categoria. O movimento de ocupação nas escolas fechou até o momento 460 instituições, no levantamento da Seed.

Calendário

As escolas que estão sem aulas devido à greve dos professores terão que estender o calendário letivo para 2017. A informação é da Secretaria Estadual de Educação (Seed), que afirma não haver mais espaço para a reposição das aulas em 2016, uma vez que o ano letivo (ainda com reposição dos dias das greves de 2015) se encerra no dia 21 de dezembro.

Ainda segundo a Seed, é provável que esta reposição ocorra em fevereiro. O número de dias a serem repostos irá depender da duração da greve.

A secretaria também informa que os professores terão descontados do salário os dias parados. A orientação da Seed para os profissionais que não aderirem à paralisação e forem impedidos de lecionar é a de que registrem o fato junto aos diretores, núcleos regionais de educação ou ouvidoria da secretaria.

Ocupações

Neste domingo (16), o governo do Paraná decretou recesso de cinco dias para as escolas que estão ocupadas no estado – mais de 500, de acordo com o movimento Ocupa Paraná – e que, por isso, já estavam com as atividades paralisadas.

O recesso tem início nesta segunda-feira (17) e segue até a sexta-feira (21). A reposição destes dias será realizada entre 22 e 28 de dezembro, segundo a Seed.

“Repudiamos o calendário. É uma medida autoritária do governo para intimidar a categoria e afetar os alunos, pais e mães. Ao propor este calendário, o governo desrespeita um compromisso, que foi o de que as escolas teriam autonomia em relação ao calendário. É inadmissível impor que os alunos estudem no período do natal, porque isso impacta diretamente na família. É uma tentativa de expor o sindicato à opinião pública, quando nosso movimento é por uma pauta legítima, contra a retirada de direitos”, diz o presidente da APP Sindicato, Hermes Leão.