10/06/2020 | Litoral Sul FM | Sem Comentários



A Guarda Civil de Paranaguá faz fiscalizações nos bairros para verificação das medidas preventivas quanto ao enfrentamento ao covid-19 e os guardas têm verificado que há pessoas nas ruas, quando o isolamento social continua sendo estimulado.

Os guardas também têm dado continuidade à campanha contra o uso do cerol – que é uma mistura de cola e vidro moído- em fios para empinar pipas.

Patrulhamento pelos bairros é comum e muitos rolos de cerol e fio chileno têm sido recolhidos. “E não são somente crianças usando, mas também adolescentes e adultos. É importante que as pessoas tenham consciência de que se trata de uma arma letal”, lembrou a comandante da Guarda Civil em Paranaguá, Márcia Garcia.

Segundo ela, os adultos podem ser levados para a delegacia e os menores, juntamente com os responsáveis também.

“É importante que os pais fiscalizem se os fios que os filhos usam nas pipas têm cerol. Nossa intenção não é proibir o brinquedo, e sim, prevenir acidentes, às vezes fatais”, destacou o secretário de Segurança, João Carlos da Silva.

A Lei promulgada 415/10 garante que a produção, comercialização, armazenamento, o transporte e a distribuição de cerol ou de qualquer material cortante usado para empinar pipas é proibido em Paranaguá.

A Lei determina que as infrações praticadas por menores, serão assumidas pelos pais ou responsáveis. Na ocorrência de acidentes que ocasionem danos físicos, materiais ou até morte, a multa será destinada à vítima ou familiar. O descumprimento da Lei implicará na multa de 50 UFM nos casos de constatação e apreensão do material, além da assinatura de um termo de responsabilidade.

A Prefeitura de Paranaguá, por meio da Secretaria Municipal de Segurança, realiza a campanha “Com cerol não se brinca, você mata”. As denúncias podem ser feitas pelo telefone ou aplicativo 153.

A campanha destaca o perigo que o cerol representa. Um ciclista ou motociclista passando por um local onde há pessoas empinando pipas não visualiza o fio usado para empinar o brinquedo e há relatos de pessoas gravemente feridas quando atingidas pelo fio com vidro moído.

 

SECOM

Marcos Rogério/Litoral Notícias