01/03/2018 | Litoral Sul FM | Sem Comentários



O ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho foi condenado pelo júri popular.

A decisão foi proferida na tarde desta quarta-feira (28) no Tribunal do Júri de Curitiba.

Ele parou no banco dos réus depois de ser acusado de duplo homicídio com dolo eventual – quando se assume o risco de matar.

Carli Filho admitiu durante o julgamento que bebeu antes de dirigir.

Carli Filho foi condenado a nove anos e quatro meses de reclusão.

No entanto, cabe recurso da condenação.

O ex-deputado não sai preso do Tribunal do Júri.

O julgamento durou cerca de 17 horas e foi totalmente cercado por muita expectativa, desde a marcação de sua data, passando pela distribuição das senhas para o público chegando ao depoimento do réu.

Foram sorteados dois homens e cinco mulheres como jurados.

Foram eles que, depois de ouvirem as testemunhas, o réu, a acusação e a defesa de Carli Filho, definiram pela condenação após responderem às perguntas formuladas pelo juiz Daniel Avelar, que conduziu o júri popular.

No primeiro dia de julgamento, seis testemunhas contaram o que presenciaram entre a noite do dia 6 de maio e a madrugada de 7 de maio de 2009, quando aconteceu o acidente.

Um amigo contou que chegou a oferecer carona a Carli Filho após um jantar, onde houve consumo de bebida alcóolica, mas o ex-deputado decidiu dirigir o próprio carro.

O médico que atendeu o réu no Hospital Evangélico disse que ele chegou em coma até o local.

Um dos depoimentos mais aguardados foi o do segurança do restaurante onde Carli Filho jantou.

Ele contou que lembrou de ver o ex-deputado bastante alterado e que tentou ainda impedir que ele entrasse no carro, mas não conseguiu.

Além disto, depôs um perito contratado pela defesa do réu.

Ele contestou as informações de que o veículo de Carli Filho decolou no local do crime ou de que ele dirigia a 170 Km/h.

O depoimento do réu fechou o primeiro dia do julgamento.

Ele pediu perdão às mães das vítimas do acidente.

E o que acontece agora com o ex deputado?

Condenado a 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado, o ex-deputado estadual Carli Filho não saiu do Tribunal do Júri nesta quarta-feira (28) para a prisão.

Ele tem o direito de recorrer da sentença em liberdade.

A partir de agora, a defesa do ex-deputado tem cinco dias para entrar com recursos da decisão.

Na sentença, o juiz Daniel Avelar, da 2ª Vara Privativa do Tribunal do Júri, estipulou que o ex-deputado deve comparecer mensalmente na Justiça de Guarapuava, onde vive o acusado.

O advogado da família Yared, Elias Mattar Assad, fala que a decisão do júri deverá ser respeitada, então cabe aos advogados de Carli Filho tentarem uma redução da pena, ou, em caso de algum tipo de nulidade, podem pedir a anulação do júri realizado nesta terça e quarta-feira.

“Eu acredito que o que foi decidido aqui hoje, deve prevalecer, sem nenhuma alteração”.

Christiane Yared , mãe de uma das vítimas, acredita que pena de Carli vai mudar comportamento no trânsito

Caso Carli Filho tenha a pena mantida, ele terá que cumprir, pelo menos, 1/6 da pena em regime fechado, antes de tentar a progressão da pena, ou seja, deve permanecer na prisão durante um ano e meio.

 

deputada Christiane Yared fala com a imprensa após o término do julgamento

 

Massa News

Marcos Rogério/Litoral Noticias