13/05/2020 | Litoral Sul FM | Sem Comentários



De acordo com o boletim semanal da dengue divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde nesta terça-feira (12), há 167.707 casos confirmados da doença no Estado. São 10.289 novos casos em relação ao informe anterior, que registrava 157.418 confirmações. Mais dez mortes ocorreram por causa da dengue. Os óbitos aconteceram em fevereiro e abril e estavam em investigação. O Paraná acumula 132 óbitos desde julho do ano passado.

No Paraná, 228 municípios estão em situação de epidemia. Entraram para esta relação Apucarana, Congoinhas, Planalto, Jundiaí do Sul e Foz do Jordão. Todos apresentam taxa de incidência proporcional acima de 300 casos por 100 mil habitantes.

São 303.548 notificações para a dengue em todas as regiões do Estado. O boletim totaliza dados de julho de 2019 até esta segunda-feira (11).

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, alerta que a dengue mata e que os números confirmam a gravidade da situação, inclusive com crianças entre os óbitos confirmados nesta semana.

“Alertamos a população para ações de combate à doença com a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, pois os principais focos de transmissão estão nos domicílios e precisamos da participação de todos neste controle”, reforçou o secretário.

CURVA DE REDUÇÃO – Apesar do número expressivo de casos, a curva epidemiológica da dengue começa a mostrar tendência de queda.

De acordo com análise das quatro últimas semanas (semanas epidemiológicas 16 a 19), essa tendência de redução pode ser avaliada em pelo menos 167 municípios. “Na maioria dessas cidades atuamos em parceria com as secretarias municipais de Saúde, realizando mutirões técnicos para eliminação dos criadouros, nos meses que aconteceram a pandemia do novo coronavírus”, explica a coordenadora de Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte.

A atual tendência de queda independe do índice acumulado no período epidemiológico. O cálculo é feito semanalmente, avaliando a taxa de incidência em cada cidade.

É o caso de Iracema do Oeste, que no período total acumula a maior taxa do Estado, com mais 17 mil casos por 100 mil habitantes, proporcionalmente, registra nesta semana a incidência 473 casos por 100 mil habitantes. “Ainda é uma taxa elevada, o município segue em epidemia, mas a diminuição é real”, avalia Raul Bely, da Assessoria de Informação Técnica da secretaria.