11/04/2019 | Litoral Sul FM | Sem Comentários



O ex-governador Beto Richa é denunciado pela terceira vez no âmbito da Operação Quadro Negro, desta vez por crimes de corrupção passiva e fraude a licitação. As investigações do Ministério Público Estadual (MP-PR) apuram desvios de R$ 22 milhões de recursos da Secretaria de Estado da Educação (SEED), que deveriam ser investidos em obras de construção e reformas de escolas.

Fraude a licitação

Nesta denúncia, os promotores apontam fraudes na licitação de duas obras de construção: Colégio Estadual Professora Leni Marlene Jacob (desvios de R$ 842.384,28) e Colégio Estadual Pedro Carli (desvios de R$ 812.395,14). As duas instituições são de Guarapuava, na região Central.  Somadas, as vantagens indevidas ultrapassam a marca de R$ 1,65 milhão.

Narra a denúncia que Beto Richa, nesta etapa das fraudes, autorizou a propor às ‘empresas parceiras’ do esquema formas mais ousadas de desviar recursos. “Richa deu aval para que o então diretor do Departamento de Engenharia, Projetos e Orçamentos (Depo) adotasse as medidas que entendesse necessárias para robustecer o montante das propinas pagas, ainda que, para isso, os ajustes para conclusão das obras tivessem que ser realizados posteriormente”, apontam os sete promotores que assinam a denúncia.

“Uma vez reeleito governador do estado (como de fato o foi), teriam todo o segundo mandato para ‘acertar’ a situação das empresas”, completam.

Corrupção passiva

Em outra parte do pedido de abertura de ação penal, os promotores acusam Beto Richa pelo crime de corrupção passiva. O ex-diretor da SEED Maurício Fanini – delator da Quadro Negro – afirma que, cumprindo ordens de Richa, pediu a um empresário R$ 400 mil.

O valor seria referente a dois pedidos de aditivos para obras que estavam em andamento em junho de 2014. Segundo a denúncia, todos estavam cientes dos crimes que estavam cometendo.

A defesa de Beto Richa ainda não se manifestou sobre a denúncia, enviada nesta quarta-feira (10) à 9.ª Vara Criminal.

Atualização

O advogado de Beto Richa, Guilherme Brenner Lucchesi, se manifestou sobre o caso na noite desta quarta-feira (10), por meio de nota. Confira na íntegra:

“Os fatos denunciados nesta data não novos. Não há qualquer indício, após amplas investigações, a não ser a palavra de um colaborar amplamente premiado. Com mais esta denúncia, a terceira em menos de um mês, o GAECO demonstra estar retalhando a acusação e retaliando a decisão da justiça que reconheceu a ilegalidade da prisão do Ex-Governador. Esta é uma artimanha meticulosas voltada a manter os fatos na mídia e desgastar a imagem do Ex-Governador, o que constitui flagrante perseguição. A defesa relembra que foi o próprio Ex-Governador Beto Richa que determinou o início das investigações que resultaram na Operação Quadro Negro. A fim de conter os abusos e ilegalidades, a defesa segue confiante nas Instituições e na Justiça.”

 

Fonte: www.massanews.com

Foto: Marcelo Camargo (Agência Brasil)

Elisio Junior – Litoral Notícias