Teich reafirmou que cada local deve adotar a estratégia que for necessária, e não medidas generalizadas. “O lockdown vai ser importante nos lugares onde estiver muito difícil, com alta incidência, alta ocupação de leitos, muitos pacientes chegando, infraestrutura que não conseguiu se adaptar. Aí você vai ter situação em que realmente vai ter que se proteger as pessoas.”

O ministro chamou atenção para a necessidade de estabelecer regras que garantam que os serviços essenciais não parem, como saúde e alimentação. “Vai ter lugar em que o lockdown é necessário? Vai ter lugar em que eu vou poder pensar em flexibilização? Vai. O que eu preciso é que a gente pare de tratar disso de forma radical, até para que a gente tenha tranquilidade para implementar as medidas em cada lugar do País ”

Teich disse também que o ministério já concluiu sua “diretriz” para auxiliar municípios em tomada de decisão. Trata-se, na prática, de um modelo matemático com cinco níveis de situação, para que os gestores avaliem itens como incidência da doença, infraestrutura disponível, disponibilidade de recursos, ocupação de leitos, entre outros fatores, para que adote medidas restritivas ou não de isolamento social.