25/07/2018 | Litoral Sul FM | Sem Comentários



Com o avanço do vírus H1N1, o número de mortes por gripe neste ano no Brasil quase triplicou em relação ao mesmo período do ano passado.

Considerado mais agressivo, o tipo H1N1 do vírus é o que mais circula no país.

O total de óbitos já é 68% maior do que o relatado em todo o ano de 2017.

O número de registros de casos de gripe também aumentou: houve alta de 162% ante o mesmo período do ano passado.

De acordo com especialistas, também é comum haver subnotificação de ocorrências menos graves.

Coordenador de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde de São Paulo, o infectologista Marcos Boulos explica que o tipo de vírus em circulação no País hoje é mais agressivo em relação ao que circulou há um ano.

“O H1N1 é mais agressivo. Mata em todas as idades e o H3N2 (outro tipo de vírus) pega mais em idosos”, explica.

O Estado é o mais afetado. Segundo o ministério, são 1.702 casos dos 4.680 de todo o País.

E quase 40% das mortes por gripe no Brasil foram registradas em São Paulo (320).

Nem todos os óbitos são de pacientes com pelo menos um fator de risco (como gravidez, diabete e velhice).

Do total de mortos, um em cada quatro não se encaixa nesses grupos mais vulneráveis.

O público das gestantes e das crianças entre 6 meses e 5 anos é o que mais preocupa.

Entre as grávidas do Estado, a cobertura é de só 70%. Já entre as crianças, é de 79%, ainda assim abaixo da meta. Na capital paulista, a cobertura é ainda menor: 54,8% entre as gestantes e 58,4% entre as crianças.

No País, esses mesmos grupos não atingiram o objetivo.

Para Paulo Olzon, infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a campanha antivacinação atrapalha.

“Tem muita fake news falando de efeitos nocivos da vacina. Tem uma série de desserviços.”

“Muitos acreditam que, após tomar vacina, desenvolvem a gripe. Não tem nada a ver”, diz Zarifa Khoury, da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Na rede pública, a vacinação foi dirigida a o público prioritário e foi estendida, em algumas cidades, para crianças entre 5 e 9 anos e adultos entre 50 e 59 anos.

 

Agência Brasil

Marcos Rogério/Litoral Notícias