25/01/2018 | Litoral Sul FM | Sem Comentários



As vazadas que ocorrem na região do Porto de Paranaguá vêm sendo criticadas, especialmente, por caminhoneiros de todo o Brasil.

Uma página na rede social Facebook chamada “Canal do Caminhoneiro” tem mais de 190 mil pessoas seguindo as informações.

Nesta semana, um caminhoneiro passava na avenida que leva até o Pátio de Triagem e flagrou, em vídeo, dois caminhões parados com parte do produto no chão.

Para quem não sabe, vazada é o ato de abrir a bica do caminhão para que o produto que está sendo carregado que é, geralmente, soja ou milho caia para que seja furtado .

Muitos caminhoneiros relataram que, mesmo na área portuária, já foram alvos de bandidos armados e ameaças.

Não há como contabilizar os prejuízos das vazadas, mas estima-se que sejam milhões perdidos nas estradas e nas vazadas.

Nesta semana, o Canal do Caminhoneiro publicou não só vídeos e fotos destes casos de vazadas, como também questionou “onde estão as autoridades de Paranaguá” lembrando as duas vazadas registradas no mesmo local e no mesmo dia.

Em fevereiro de 2017, o prefeito que assumia a Prefeitura naquele ano, chamou representantes de vários segmentos para discutir o assunto e debater estratégias de trabalho para minimizar o problema, mesmo entendendo que a região tem, além da Polícia Militar- responsável pelo trabalho contra a criminalidade- a Guarda Portuária que trabalha na retroárea e área portuária.

Naquela ocasião foi dito que a intenção da Prefeitura era recriar em Paranaguá a Companhia Portuária, uma brigada formada pela Polícia Militar, Guarda Civil Municipal, Guarda Portuária e outras autoridades para conter as vazadas e fiscalizar o tráfego nas vias de acesso.

De acordo com a Ecovia, em 2016 ocorreram oficialmente 153 casos de estouro de bica de caminhões em Paranaguá.

Em janeiro houve um crescimento de 40% das vazadas em comparação ao mesmo período no ano de 2016.

Quando o produto começa a vazar pela rua, rapidamente é recolhido por dezenas de pessoas e, posteriormente, revendido para receptadores que normalmente guardam o material em armazéns para revendê-lo.

 

Fonte: Canal Do Caminhoneiro

Blog: Luciane Chiarelli

Marcos Rogério/Litoral Noticias