O Paraná elegeu Filipe Barros, do PL, e Deltan Dallagnol, do Novo, para o Senado Federal nas eleições realizadas neste domingo, 4 de outubro. Os dois candidatos foram os mais votados entre os nove concorrentes e terão mandatos de oito anos, com início em 1º de fevereiro de 2027.
Filipe Barros recebeu 3.148.406 votos, correspondentes a 27,25% dos votos válidos. Já Deltan Dallagnol recebeu 2.904.432 votos, ou 25,14% dos votos válidos. Ao todo, o Paraná registrou 11.551.982 votos válidos para o Senado.
Filipe Barros Baptista de Toledo Ribeiro tem 35 anos, nasceu em Londrina e é advogado formado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina. Antes de chegar ao Congresso Nacional, iniciou sua trajetória política como vereador de Londrina, eleito em 2016 para exercer o mandato entre 2017 e 2019.
Em 2018, foi eleito deputado federal pelo Paraná, com 75.326 votos, e, em 2022, foi reeleito para a Câmara dos Deputados com 249.507 votos. Portanto, a eleição de 2026 representa sua primeira eleição para o Senado, mas não sua primeira experiência em cargos eletivos.
Durante sua atuação política, Barros ocupou funções de liderança partidária e participou do governo de transição entre os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro. No Senado, entre as propostas que apresentou durante a campanha estão mudanças na estrutura e no funcionamento do Supremo Tribunal Federal, incluindo a discussão sobre mandato para ministros da Corte e alterações nos critérios de escolha.
Na área de segurança pública, Barros colocou entre suas prioridades o combate ao crime organizado e o reforço da segurança nas regiões de fronteira. Para o Paraná, também defendeu investimentos em rodovias, ferrovias e portos, além de mudanças no sistema de pedágios e medidas relacionadas à redução da carga tributária.
Deltan Martinazzo Dallagnol tem 46 anos, nasceu em Pato Branco, no Paraná, e é formado em Direito. Ele ficou conhecido nacionalmente por sua atuação como procurador da República e por ter coordenado a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba entre 2014 e 2020.
Em 2022, Deltan foi eleito deputado federal pelo Paraná e chegou a exercer o mandato, mas perdeu o cargo em 2023 após uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral relacionada ao registro de sua candidatura. Depois da saída da Câmara, passou a atuar como liderança do partido Novo.
A eleição para o Senado em 2026 representa, portanto, seu primeiro mandato como senador, mas também marca seu retorno ao Congresso Nacional depois da passagem pela Câmara dos Deputados.
Durante a campanha, Dallagnol apresentou como uma de suas principais bandeiras o combate à corrupção e à criminalidade, além da defesa de mudanças no sistema político e institucional. Sua trajetória também é marcada pela atuação na área de segurança pública e pelo trabalho desenvolvido no Ministério Público Federal.
A situação de Deltan Dallagnol teve uma movimentação judicial nos dias que antecederam a eleição. Em 3 de outubro, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, havia indeferido o registro da candidatura. No dia seguinte, o presidente do Tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu essa decisão e manteve a candidatura de Dallagnol válida de forma provisória, permitindo a contabilização dos votos.
Por isso, embora Dallagnol tenha terminado a eleição como o segundo candidato mais votado e esteja indicado como eleito, a confirmação definitiva do mandato ainda depende de uma decisão final da Justiça Eleitoral. Os votos foram contabilizados normalmente na apuração.
Com a renovação das duas cadeiras, Filipe Barros e Deltan Dallagnol substituirão Flávio Arns e Oriovisto Guimarães, cujos mandatos terminam em janeiro de 2027. O Paraná continuará tendo três representantes no Senado, sendo o terceiro Sergio Moro, eleito governador do estado em 2026.
Os novos senadores terão mandato previsto de oito anos, até 31 de janeiro de 2035, e passarão a representar o Paraná no Congresso Nacional a partir de fevereiro de 2027.