Enquanto as escolas de samba voltavam a tomar conta da Praça de Eventos do Centro Histórico, na noite de domingo (15), depois de cinco anos sem desfile na avenida, um grupo trabalhou o tempo todo nos bastidores para manter tudo organizado: o chamado “Bloco da Limpeza”, formado por servidores da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Rural e Pesca (Semmadesp).
Desde a abertura, com a homenagem da Associação das Escolas de Samba de Paranaguá (AESP) a 18 personalidades ligadas ao Carnaval, passando pelo bloco Amigos do Samba e pelas agremiações Leão da Estradinha, Filhos da Gaviões, Unidos da Ponta do Caju e União da Ilha do Valadares, a equipe acompanhou cada apresentação, recolhendo o lixo deixado pelo público e preparando a avenida para a escola seguinte.
Ele ressaltou ainda que a presença da equipe na avenida também tem caráter educativo, mostrando ao público que o cuidado com a cidade é uma responsabilidade coletiva.
Servidor da Semmadesp, Rivelino Modesto contou que a limpeza sempre fez parte da estrutura do Carnaval, mas neste ano houve uma integração mais direta da secretaria na ação.
Segundo ele, dez servidores atuaram diretamente, com apoio voluntário de familiares, para garantir que a avenida estivesse limpa a cada novo desfile.
Para Rivelino, o trabalho também ajuda a dar mais visibilidade à categoria, já que os servidores são responsáveis por deixar tudo pronto para que o espetáculo siga acontecendo.
Entre os voluntários que reforçaram o grupo estava Celly Silvério, esposa de Rivelino, que uniu a paixão pelo Carnaval com a vontade de colaborar.
Ela destacou que a atuação do bloco vai além da limpeza, representando o carinho pelas escolas de samba e pela cidade, com atenção a cada pedaço da avenida para que as escolas encontrassem o local em condições de desfilar.
O Bloco da Limpeza permaneceu na avenida até o fim dos desfiles, reforçando que o sucesso do Carnaval depende tanto de quem se apresenta sobre o asfalto quanto de quem trabalha nos bastidores para manter a cidade organizada.