Moradores do bairro Serraria da Rocha, em Paranaguá, viveram momentos de apreensão após um forte odor de combustível tomar conta da região próxima à linha férrea. O incidente levou à descoberta de um vazamento de óleo de xisto que atingiu as galerias de águas pluviais do município. O caso mobilizou imediatamente equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e fiscais do Instituto Água e Terra (IAT), que trabalham na contenção dos danos e na avaliação dos riscos à comunidade.
Vídeos registrados pela vizinhança mostram a água que corre pelos bueiros completamente escura e tomada pelo óleo. Diante do cenário, a principal preocupação das forças de segurança é a segurança dos moradores locais, o que demandou um monitoramento constante da atmosfera na região.
Devido à alta volatilidade do material que escoou pelas galerias subterrâneas, o Corpo de Bombeiros isolou preventivamente trechos das vias afetadas para realizar testes de inflamabilidade:
- Risco de explosão: Técnicos utilizam detectores de gases para medir a concentração de vapores inflamáveis dentro da rede de drenagem pluvial. O monitoramento é contínuo para garantir que não haja risco de ignição.
- Desocupação de imóveis: Até o momento, as autoridades informaram que não houve necessidade de evacuar as residências vizinhas, mas a orientação é de que os moradores fiquem atentos a qualquer aumento repentino no mau cheiro ou mal-estar físico.
A Cattalini Terminais Marítimos, apontada preliminarmente como responsável pela origem do vazamento, foi formalmente notificada pelos órgãos ambientais. Em nota oficial, a empresa declarou que está apurando internamente as causas e circunstâncias do incidente.
A companhia assegurou ainda que:
"As equipes de resposta a emergências foram acionadas imediatamente após a detecção do problema para iniciar os trabalhos de sucção e recolhimento do óleo acumulado nas galerias. O vazamento foi contido antes de atingir o mar ou outros corpos hídricos maiores da região."
O Instituto Água e Terra (IAT) instaurou um procedimento administrativo para medir a real extensão do impacto ambiental no solo e no lençol freático do bairro. Amostras da água contaminada foram coletadas pelas equipes de fiscalização e serão enviadas para análise laboratorial.
O órgão estadual busca esclarecer o volume exato do produto que escapou e a falha operacional que gerou o vazamento. A empresa responsável poderá enfrentar multas pesadas e ser obrigada a executar um plano de recuperação da área degradada assim que o diagnóstico técnico for concluído.