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Porto de Paranaguá inicia integração do Moegão com terminal privado

Primeira conexão foi realizada com o terminal da ALTP, por meio de uma estrutura metálica de 55 metros

Por Redação · 3 min de leitura

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Foto: Portos do Paraná
O Porto de Paranaguá realizou, na manhã deste domingo (11), a primeira conexão do complexo Moegão com um terminal privado. O terminal da ALTP, consórcio formado pela Louis Dreyfus Company e pela Amaggi, responsável pelo PAR 25, foi o primeiro a integrar sua estrutura ao sistema.

A operação exigiu o bloqueio da Avenida Portuária e mobilizou dezenas de profissionais. Para realizar a instalação, foi utilizada uma estrutura metálica de 55 metros de comprimento e aproximadamente 35 toneladas.

O trabalho contou com o auxílio de um superguindaste, com capacidade para elevar até 600 toneladas a uma altura máxima de 48 metros. A operação durou cerca de duas horas.

O Moegão é considerado a maior obra pública do setor portuário em execução no Brasil e a maior do Paraná, com investimento de aproximadamente R$ 700 milhões. O projeto foi desenvolvido para centralizar o recebimento de granéis vegetais transportados por trens, que posteriormente serão embarcados em navios.

Com a primeira conexão concluída, a estrutura passou a integrar a galeria central do complexo, que possui 1,7 quilômetro de extensão e abriga mais de 4 mil metros de correias transportadoras. Os equipamentos serão responsáveis por levar os produtos descarregados dos vagões até os terminais.

Até outubro de 2027, os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá deverão estar conectados ao sistema.

Quando entrar em funcionamento, o Moegão ampliará a capacidade de recebimento de grãos e farelos por ferrovia. A estrutura permitirá movimentar até 24 milhões de toneladas por ano. Atualmente, a capacidade é de pouco mais de 5 milhões de toneladas. A previsão é de um ganho de eficiência operacional de 63%.

O complexo contará com três linhas férreas independentes e terá capacidade para receber até 180 vagões simultaneamente, com o descarregamento de três vagões em cada linha. A expectativa é alcançar 900 vagões descarregados a cada 24 horas. Atualmente, são aproximadamente 550 por dia.

Hoje, o recebimento ferroviário não é centralizado. Os vagões são direcionados aos diferentes terminais, o que exige manobras das composições e pode interromper o trânsito nas ruas da região portuária por mais de 40 minutos.

Com a centralização das operações, o número de passagens de nível, onde os trilhos cruzam as ruas, será reduzido de 16 para cinco. Dessa forma, a interrupção do trânsito ficará limitada ao tempo necessário para a passagem dos trens, estimado entre 10 e 15 minutos, em média.

A obra também foi projetada para atender à ampliação da Ferroeste, que terá um dos ramais partindo do Mato Grosso do Sul, e à reestruturação da Malha Sul.

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