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Paraná se destaca nacionalmente na investigação de homicídios, aponta estudo

Estado registrou índice médio de esclarecimento de 72% entre 2020 e 2023, acima da média nacional de 40%, segundo levantamento do Instituto Sou da Paz

Por Redação · 3 min de leitura

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Foto: Gabriela Twardowski/PCPR
O Paraná foi reconhecido por boas práticas na investigação de homicídios no Brasil. O destaque aparece no Diagnóstico sobre a Investigação de Homicídios no Brasil, publicado pelo Instituto Sou da Paz, que aponta iniciativas adotadas pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) para fortalecer o trabalho investigativo.

O estudo cita o Paraná ao lado de Rondônia, Paraíba, Mato Grosso e Minas Gerais como exemplo de estados que adotaram medidas para aprimorar a apuração desses crimes. Entre as práticas destacadas estão a gestão por metas, a especialização territorial, a priorização das investigações e a integração entre equipes policiais e perícia.

Na análise dos dados de 2020 a 2023, o Paraná apresentou índice médio de esclarecimento de homicídios de 72%. O resultado foi classificado como alto e também foi alcançado pelo Distrito Federal e por Rondônia. A média nacional ficou em 40%, uma diferença de 32 pontos percentuais em relação ao índice paranaense.

Outro dado apresentado pela PCPR é o crescimento das operações de repressão qualificada. Entre 2019 e 2026, o número de ações desse tipo aumentou mais de 300%. Até o fim de setembro deste ano, foram realizadas 975 operações em todo o estado.

Segundo o delegado-geral da PCPR, Silvio Jacob Rockembach, a inteligência policial é uma das bases desse trabalho.

“Nossas equipes estão nas ruas diariamente para executar um trabalho que tem como pilar a inteligência policial”, explica o delegado-geral da PCPR, Silvio Jacob Rockembach. “Entendemos que o fortalecimento da atividade de inteligência é fundamental para o levantamento de informações, a coordenação estratégica de ações e a tomada de decisões concretas no combate ao crime organizado”.

A investigação também utiliza o cruzamento de dados para identificar possíveis ligações entre homicídios, disputas territoriais relacionadas ao tráfico de drogas e organizações criminosas. O compartilhamento de informações entre unidades policiais ajuda a identificar lideranças, possíveis motivações e relações entre os crimes.

Essas estratégias foram fortalecidas pela nova Lei Orgânica da Polícia Civil do Paraná, sancionada em maio de 2026. A legislação criou estruturas especializadas, como o Departamento Estadual de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), o Departamento de Operações Especiais (DOESP) e o Departamento de Inteligência Policial (DIP).

A estrutura também conta com cinco Laboratórios de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro, vinculados ao DIP. As unidades atuam na investigação financeira e na identificação de recursos utilizados por organizações criminosas.

De acordo com o diagnóstico, fatores institucionais e operacionais são importantes para melhorar os resultados das investigações. No Paraná, a combinação entre inteligência policial, especialização e repressão qualificada busca ampliar a capacidade de esclarecer homicídios e combater estruturas criminosas relacionadas à violência.

Setor policial

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