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SAMU do Litoral registra aumento de 35,6% nos atendimentos após integração com Curitiba

Centralização da regulação ampliou o número de ocorrências atendidas e reduziu etapas no encaminhamento de pacientes graves

Por Redação · 3 min de leitura

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Foto: SESA
Os atendimentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) nos sete municípios do Litoral do Paraná cresceram 35,6% no primeiro ano após a integração com a Central de Regulação de Urgência de Curitiba e Região Metropolitana. Entre outubro de 2025 e setembro de 2026, foram registrados 36.112 atendimentos, contra 26.627 no período anterior. A diferença representa 9.485 ocorrências a mais.

Com o aumento, a média diária passou de 72,9 para 98,9 atendimentos. A mudança concentrou a avaliação dos chamados e a definição dos recursos necessários na Central de Curitiba, enquanto as equipes locais do SAMU permaneceram nos municípios.

A integração abrange Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba, Matinhos, Morretes, Paranaguá e Pontal do Paraná. Com a inclusão do Litoral, a central passou a coordenar os atendimentos de 45 municípios e ampliou a articulação com hospitais de referência da capital, dando suporte ao Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a integração fortaleceu a regulação e ampliou a capacidade de resposta às emergências. Ele também destacou que a definição do destino dos pacientes passou a ocorrer em tempo real, sem a necessidade de etapas anteriores para buscar leitos na capital.

O aumento foi registrado em todas as cidades da região. Matinhos apresentou a maior alta, de 55,6%, passando de 4.487 para 6.983 atendimentos. Em Pontal do Paraná, o crescimento foi de 46,3%, de 3.822 para 5.592. Guaratuba teve aumento de 31,7%, enquanto Paranaguá registrou alta de 30,9%.

Também houve crescimento em Guaraqueçaba, com 29%; Morretes, com 20,1%; e Antonina, com 9,5% no volume de atendimentos válidos.

A gerente de Atenção às Urgências da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Giovana Fratin, explicou que a centralização permite avaliar cada chamado considerando a disponibilidade regional de equipes, ambulâncias e unidades hospitalares. Segundo ela, o modelo melhora o direcionamento dos recursos e dá mais agilidade ao atendimento.

A integração também reduziu etapas no encaminhamento de pacientes graves. A decisão passou a ser feita diretamente pela estrutura reguladora do SAMU, sem a necessidade de acionar a Central de Leitos do Estado a cada ocorrência. A organização permite direcionar os pacientes aos serviços de referência conforme a necessidade clínica.

De acordo com os registros, o crescimento foi contínuo: em todos os meses do primeiro ano após a mudança, houve mais atendimentos do que no mesmo período do ano anterior.

Atualmente, o SAMU cobre 100% do território paranaense, com tempo médio de resposta de 18 minutos. Em 2019, a cobertura regionalizada alcançava 68% do Estado.

O investimento mensal do Governo do Paraná no custeio das unidades avançadas também aumentou. Em 2020, o repasse era de R$ 5,71 milhões. Em junho de 2026, chegou a R$ 9.131.008,63, crescimento de quase 60%.

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