No dia 29 de outubro de 2026, durante a 10ª edição do Prêmio SESI ODS, realizada no Campus da Indústria da FIEP, em Curitiba, a TCP – operadora do Terminal de Contêineres de Paranaguá – recebeu o selo SESI ODS 2026 por duas iniciativas.
A primeira, a exposição “Mbyá Rekó Arandu: A cultura Guarani Mbyá do Litoral Paranaense”, foi premiada na categoria Parcerias Sustentáveis. A segunda, a eletrificação de três guindastes pórticos RTG usados nas operações ferroviárias do terminal, obteve o reconhecimento na categoria Ambiental.
O Congresso SESI ODS, promovido pelo SESI Paraná, reúne representantes de indústrias, empresas e organizações da sociedade civil para valorizar ações alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A edição de 2026 teve como tema central “Governança para transformar sustentabilidade em prática”.
“Receber o Selo SESI ODS é importante porque representa o reconhecimento de um trabalho desenvolvido continuamente dentro da TCP. Ao longo dos anos, a participação no Congresso tem contribuído para o aprimoramento das práticas adotadas no Terminal e para acompanhar a evolução da agenda de sustentabilidade no setor produtivo. É uma oportunidade de avaliar avanços e identificar novos caminhos para seguir evoluindo”, destaca.
Esta é a terceira vez que a TCP recebe o selo. Em 2023, o Projeto Troca Solidária foi premiado na categoria Inovação para Sustentabilidade. Em 2025, a iniciativa Remada Ambiental conquistou o selo na categoria Parcerias Sustentáveis.
A exposição, inaugurada em julho de 2025, foi desenvolvida em parceria com seis comunidades indígenas Guarani Mbyá do litoral, o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná (MAE/UFPR), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental. A curadoria contou com encontros participativos entre representantes das aldeias e as equipes técnicas. O acervo reúne 28 fotografias, três vídeos inéditos e cerca de 12 objetos cerimoniais que abordam espiritualidade, língua, território e organização social. A visitação é gratuita e a mostra permanece aberta no MAE, em Paranaguá.
No projeto ambiental, os três guindastes RTG foram convertidos de diesel para energia elétrica, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa em 97 % e aumentando a produtividade em 21 % nas operações ferroviárias, em comparação com os modelos a diesel. A economia anual de emissões equivale à retirada de aproximadamente 369 automóveis das ruas.
A eletrificação faz parte de um plano da TCP que prevê a conversão de toda a frota de 40 guindastes RTG para energia elétrica até 2028, bem como a ampliação da infraestrutura de fornecimento e distribuição de energia no terminal.
“Os dois projetos refletem a mesma preocupação com o território onde o Terminal está inserido. De um lado, a TCP contribuí para preservar e dar visibilidade à cultura dos povos originários do litoral paranaense. De outro, investe em tecnologias que reduzem as emissões e tornam as operações mais eficientes. Essas medidas demonstram como a estratégia ambiental da companhia reconhece que desenvolvimento sustentável passa tanto pelo cuidado com o meio ambiente quanto pela valorização das pessoas e de suas histórias”, conclui Zaiats.