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Paraná terá R$ 694 milhões para prevenção de desastres ligados ao El Niño

Recursos fazem parte de pacote federal para reduzir impactos de eventos climáticos extremos

Por Redação · 3 min de leitura

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Foto: Banda B
O governo federal apresentou, nesta segunda-feira (31), um conjunto de medidas para enfrentar os possíveis impactos do El Niño na Região Sul do Brasil. O plano reúne investimentos, ações de monitoramento e estratégias de resposta a desastres.
Para o Paraná, estão previstos R$ 694,9 milhões do Novo PAC para ações de prevenção de desastres relacionados ao fenômeno climático.
O período de maior atenção para o Sul está entre agosto e novembro. No Paraná, a preocupação está principalmente relacionada à possibilidade de chuvas acima da média, que podem aumentar os impactos em áreas urbanas e rurais.

Entre as medidas anunciadas está a criação de um Centro de Informação em Saúde e Clima, o CISC, em Curitiba. Segundo a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, a estrutura vai reunir e analisar informações sobre os efeitos de eventos climáticos na saúde da população.
O centro deverá acompanhar situações como chuvas intensas, inundações, ondas de calor, estiagens, secas e incêndios florestais. Os dados serão utilizados para auxiliar decisões e antecipar respostas do Sistema Único de Saúde diante de emergências relacionadas ao clima.
Também foi anunciada a expansão da Força Nacional do SUS, com uma base regional em Porto Alegre. A estrutura deverá contribuir para uma resposta mais rápida em situações de emergência e apoiar ações de preparação para desastres.
Dos R$ 8,8 bilhões previstos para prevenção de desastres nos três estados do Sul, R$ 694,9 milhões serão destinados ao Paraná. Os recursos incluem obras de drenagem urbana e contenção de encostas.

Na divisão regional, o Rio Grande do Sul receberá R$ 7,6 bilhões, enquanto Santa Catarina terá R$ 522,6 milhões.
O Paraná também contará com R$ 11,9 milhões do Novo PAC para ações de segurança hídrica. Entre os investimentos estão dois sistemas de abastecimento destinados a aldeias indígenas.
Considerando os três estados do Sul, os investimentos em segurança hídrica chegam a R$ 196,3 milhões. O pacote inclui ainda recursos para reservatórios, sistemas de abastecimento e tecnologias de acesso à água.

A agricultura também está entre os setores que podem ser afetados pelo excesso de chuva e umidade. O encharcamento do solo pode reduzir a produtividade, dificultar a colheita, prejudicar a qualidade dos grãos e atrapalhar a circulação de máquinas agrícolas.
Diante desse cenário, o planejamento federal inclui medidas relacionadas à segurança alimentar e aos estoques de produtos agrícolas. O governo prevê a compra de 310 mil toneladas de arroz e 180 mil toneladas de milho, com investimento de R$ 850 milhões.
A aquisição considera o risco de redução da produção de arroz na Região Sul. Já no caso do milho, a prioridade será o atendimento ao semiárido nordestino.

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