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Imagem: CBMPR
Vai para a praia? Bombeiros orientam prevenção e primeiros socorros em caso de queimaduras por água-viva
Corporação recomenda uso de vinagre e água do mar em ferimentos; contato com água doce ou gelo pode agravar lesão por liberar mais toxinas na pele
Por Redação com informações da AEN
05 de Janeiro de 2026 às 09:37
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) alerta banhistas sobre os riscos de queimaduras por águas-vivas e caravelas no litoral do estado durante o verão. Embora pertençam a grupos diferentes, ambos os animais possuem tentáculos que liberam toxinas, causando dor intensa e lesões na pele. A presença desses animais nas praias é variável. Enquanto as águas-vivas surgem por movimentos migratórios ou desequilíbrios ecológicos, as caravelas costumam ser empurradas para a orla por ventos fortes.
"Dias com vento intenso costumam trazer mais caravelas para a orla", afirma a capitã Tamires Silva Pereira. A capitã explica que a dor ocorre porque o contato com os tentáculos libera uma toxina de ação digestiva. "É uma queimadura química. A toxina reage imediatamente ao entrar em contato com a pele."
Para diferenciar os animais, o banhista deve observar a aparência: a caravela assemelha-se a uma bexiga azul-arroxeada que flutua na superfície; já a água-viva parece um sino transparente. Se houver exemplares ou tentáculos visíveis na areia ou no raso, a recomendação é evitar o mergulho.
Primeiros socorros
Em caso de contato, a orientação é sair da água imediatamente e procurar um posto de guarda-vidas. O tratamento indicado é a aplicação de vinagre no local afetado. "O vinagre neutraliza a toxina. Deve ser aplicado diretamente no local e, depois, a área deve ser lavada com água do mar", diz Pereira.
A corporação adverte que práticas populares, como o uso de água doce, gelo, álcool ou urina, não são indicadas. Segundo a capitã, a água doce pode romper as cápsulas da toxina que ainda não penetraram na pele, agravando a lesão.
Casos graves, com grande extensão de queimaduras ou atingindo áreas como pescoço e tórax, exigem atenção imediata, especialmente em crianças e idosos. O banhista deve buscar atendimento médico se apresentar febre, dificuldade para respirar ou sinais de reação alérgica.
Prevenção
Como medida preventiva, os bombeiros sugerem o uso de camisetas e bermudas de elastano (próprias para natação), que reduzem a área de exposição da pele. Em situações de emergência, a população deve acionar o telefone 193.
Fonte: AEN Jornalismo Litoral Sul - O que você precisa saber
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