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Notícias→Litoral→Universidades estaduais reforçam ações de inclusão no Verão Maior Paraná
Imagem: AEN-PR

Universidades estaduais reforçam ações de inclusão no Verão Maior Paraná

Os materiais, os jogos e as oficinas passam por adaptações que permitem participação de públicos diversos

Por Redação
06 de Janeiro de 2026 às 09:02

O espaço da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) no Verão Maior Paraná consolidou-se como um dos ambientes mais inclusivos e acolhedores da programação no Litoral. A estrutura, os projetos e as equipes universitárias garantem acessibilidade física, comunicacional e pedagógica para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), deficiência visual, deficiência auditiva e mobilidade reduzida, além de oferecer um ambiente seguro, confortável e respeitoso para crianças, adolescentes, adultos e idosos.

O estande reúne ações desenvolvidas pelas universidades públicas do Estado, com propostas que consideram diferentes formas de aprendizagem, ritmos de participação e sensibilidades sensoriais. Os materiais, os jogos e as oficinas passam por adaptações que permitem participação efetiva de públicos diversos.

A professora Giselle Santos, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), explica que a proposta da Seti no Verão Maior Paraná vai além da oferta de atividades recreativas. "O espaço atua como um território de educação, ciência, cultura e cidadania, no qual a inclusão ocupa lugar central. A convivência entre pessoas típicas e atípicas ocorre de forma natural, sem segregação ou distinções, o que reforça valores como respeito, empatia e diversidade desde a infância".

Para Denise Galvão, moradora de Castro e mãe do Bernardo, criança com autismo nível 2 de suporte, o espaço representa acolhimento e tranquilidade. “O Bernardo circula pelos ambientes com liberdade e participa das atividades com segurança. Ele gostou muito dos jogos e do quebra-cabeça. Como mãe, eu consigo relaxar enquanto ele brinca”.

Ela também destaca que o ambiente favorece experiências que muitas vezes não ocorrem em outros espaços públicos. “O Bernardo não gosta do barulho do mar, mas aqui ele dança, interage e permanece por bastante tempo. Nós passamos mais de duas horas no espaço. Isso representa uma conquista para ele e para a nossa família. Comemoramos muito. As atividades que tem aqui já fazem parte da rotina terapêutica dele”, afirma.



Denise também falou sobre a atuação dos estudantes no local. “Os universitários foram muito acolhedores, muito gentis. O espaço é para crianças típicas e atípicas, dá para os pais ficarem tranquilos porque está bem legal. Para nós foi muito especial”

A professora Giselle, responsável pela Oficina do Jogo: Motricidade Humana e Cultura Corporal, explica que o planejamento das atividades considera desde o início a diversidade do público. “Os jogos priorizam percepção sensorial, foco e concentração. Os materiais incluem silicone, madeira, diferentes cores, diferentes texturas e jogos com princípios de magnetismo. Esses recursos favorecem engajamento, organização e atenção, especialmente para crianças com necessidades específicas”, diz.



Segundo a docente, a proposta busca contemplar todas as idades. “O projeto atende crianças, adolescentes, adultos e idosos. A inclusão não ocorre como um complemento, mas como um eixo central do trabalho. A ideia é oferecer atividades que respeitem limites, potencialidades e interesses distintos”, destaca.

O acadêmico Leno Rafael, formado pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) que está no espaço com o curso de Pedagogia, ressalta que a formação universitária prepara os estudantes para atuar em contextos diversos. “O planejamento busca acolher essas diferenças e garantir que cada pessoa encontre um espaço possível de participação. A acessibilidade aparece tanto na estrutura física quanto no modo como as ações se organizam”, afirma.

Ele também destaca que o crescimento do número de pessoas neurodivergentes reforça a necessidade de políticas públicas inclusivas. “O espaço público precisa atender todos. A inclusão precisa estar presente nas práticas, nos materiais, no atendimento e na postura das equipes. Esse trabalho fortalece a consciência social e a responsabilidade coletiva”, completa.

Leno ainda ressalta que a formação do curso prepara os estudantes para atuar de forma inclusiva, não apenas na organização do espaço, mas também na condução das atividades.

“A gente recebe muitos elogios sobre a acessibilidade e sobre o atendimento às pessoas neurodivergentes e atípicas. As atividades são bem diversificadas e acolhedoras, tanto nas brincadeiras quanto nos jogos. No curso, a gente aprende a ser inclusivo e a incluir não só dentro do espaço, mas também dentro das atividades”, afirma.

Ele explica que o planejamento inclui pintura facial, atividades de coordenação motora fina, como desenhos e massinha, além de circuitos e brincadeiras tradicionais. Leno ressaltou que cada criança apresenta sensibilidades diferentes em relação ao toque, ao sol, ao calor e ao barulho, o que exige respeito a essas diferenças para que o espaço atenda a todos.

Além do atendimento ao público, o espaço da Seti também contribui para a formação cidadã e profissional dos universitários envolvidos. A vivência no Verão Maior Paraná permite contato direto com realidades diversas, amplia a compreensão sobre inclusão, acessibilidade e direitos sociais e fortalece a dimensão humana da formação acadêmica.

Assessor da Seti, Marcos Aurelio Schemberger destaca que, ao transformar a praia em espaço de educação, convivência e respeito às diferenças, a Seti e as universidades públicas do Paraná demonstram que políticas de inclusão podem ocupar os espaços públicos de forma concreta, efetiva e transformadora. "O estande consolida-se como um ambiente no qual todas as pessoas encontram lugar, voz e possibilidade de participação, o que reforça o papel do Estado e da universidade na construção de uma sociedade mais justa, acessível e plural".

Serviço:

Espaço da Seti no Verão Maior Paraná

Horário: de terça a domingo, das 8h às 12h e das 15h às 19h

Local: Avenida Atlântica (entre as ruas Apucarana, Paranaguá e Ponta Grossa), na Praia Brava, no balneário de Caiobá - Matinhos

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