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Imagem: Governo do Estado do Paraná
Novo medicamento começa a proteger bebês do Paraná contra vírus respiratório perigoso
Maternidades de alto risco passam a aplicar dose única de imunizante que reduz casos graves de infecção pelo vírus sincicial respiratório em recém-nascidos
Por Redação
05 de Fevereiro de 2026 às 09:28
As maternidades de alto risco do Paraná que atendem pelo SUS começaram a aplicar o Nirsevimabe, um novo imunobiológico que ajuda a prevenir infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês. Uma das primeiras aplicações ocorreu na maternidade do Hospital do Trabalhador, em Curitiba, marcando o início do uso do medicamento na rede pública estadual.
Ao todo, o Ministério da Saúde enviou 1.366 doses ao Estado, já distribuídas para 35 maternidades de alto risco paranaenses. O VSR é hoje uma das principais causas de infecção do trato respiratório inferior em bebês e crianças pequenas, podendo evoluir para bronquiolite e pneumonia, principalmente nos primeiros meses de vida.
O Nirsevimabe é indicado para bebês prematuros, nascidos com até 36 semanas e 6 dias de gestação, e para crianças com menos de 2 anos que tenham comorbidades, como cardiopatias congênitas, broncodisplasia, imunocomprometimento, Síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias das vias aéreas. Segundo a Secretaria da Saúde, o objetivo é reforçar a proteção justamente dos pequenos mais vulneráveis às formas graves da doença.
De acordo com as orientações, para bebês prematuros a aplicação poderá ocorrer durante todo o ano, de preferência ainda na maternidade. Já para crianças com comorbidades, o uso será concentrado no período sazonal do VSR, entre fevereiro e agosto, sempre com o recém-nascido clinicamente estável.
O medicamento é contraindicado em crianças com histórico de reação alérgica grave ao produto ou a seus componentes, além de situações de distúrbios hemorrágicos importantes que impeçam a aplicação intramuscular. Em casos específicos, a equipe médica pode avaliar o uso por via subcutânea, conforme as orientações técnicas.
O Nirsevimabe não é uma vacina, mas um imunobiológico de imunização passiva, que oferece anticorpos prontos contra o VSR. Ele substitui esquemas que exigiam doses mensais, como o Palivizumabe, porque é aplicado em dose única, o que facilita o acesso e a adesão das famílias.
Além disso, o Paraná também oferta uma vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, sem limite de idade. A imunização da mãe ajuda a proteger o bebê nos primeiros seis meses de vida, período em que o risco de complicações respiratórias é maior.
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