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Imagem: Governo do Paraná
Defesa Civil do Paraná reforça monitoramento 15 anos após Águas de Março
Tragédia no Litoral virou marco para modernizar alertas e prevenção no Estado
Por Redação
12 de Março de 2026 às 11:31
A forte chuva que atingiu o Litoral do Paraná em março de 2011, conhecida como Águas de Março, mudou para sempre a forma como o Estado lida com desastres naturais. Naquele período, o acumulado chegou a 398 milímetros em dois dias, provocando enchentes, enxurradas e mais de 2,5 mil deslizamentos em cidades como Antonina, Morretes, Paranaguá e Guaratuba.
Milhares de moradores ficaram isolados, e equipes precisaram usar helicópteros e resgates por terra para retirar 816 pessoas das áreas mais atingidas. Ao todo, mais de 10 mil pessoas tiveram que deixar suas casas, e centenas de imóveis foram danificados ou destruídos. O governo estadual construiu novas moradias e realocou famílias em municípios litorâneos mais afetados.
A tragédia foi um divisor de águas para a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, que passou a investir em prevenção e em novas tecnologias de monitoramento. Entre as iniciativas está o Sistema Informatizado de Defesa Civil (SISDC) e o Plano de Contingência Online, onde todos os municípios registram áreas de risco, ações previstas e locais de abrigo, com atualização anual. Em 2015, esse sistema recebeu reconhecimento da ONU por reunir dados detalhados sobre desastres no Paraná desde a década de 1980.
Hoje, toda a gestão de ocorrências, ajuda humanitária e planos de resposta é feita pelo SISDC, integrado ao Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CEGERD), inaugurado em 2017 para acompanhar em tempo real, 24 horas por dia, as condições meteorológicas no Estado. Outra mudança importante foi a ampliação dos alertas por mensagens de celular, com avisos enviados por SMS, WhatsApp, Telegram e TV, além de testes pioneiros com a tecnologia Cell Broadcast, já utilizada em mais de 130 situações.
O coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig, afirma que o aprendizado veio da dor: “Da dor que vivemos em 2011 procuramos evoluir e modernizar os sistemas de monitoramento e alerta, o que ajudou a criar protocolos mais ágeis.” Ele destaca também o Fundo Estadual para Calamidades Públicas, criado para financiar obras de prevenção e reconstrução, que já destinou milhões de reais a dezenas de municípios desde 2023.
Ao longo dos anos, a Defesa Civil estreitou a parceria com institutos e órgãos técnicos, como o Simepar e entidades voltadas a recursos hídricos e mineração, o que fortaleceu os estudos de risco e o intercâmbio de dados. Na prática, isso significa mais preparo para identificar ameaças, planejar ações e orientar a população em situações extremas. No Litoral, um mapeamento de cerca de 2 mil quilômetros quadrados segue guiando o trabalho das equipes em áreas vulneráveis.
Na fase imediata após o desastre de 2011, as ações se concentraram em resgates, acolhimento em abrigos, campanhas de doação e recuperação de estradas, além da reconstrução de casas e pontes destruídas pela enxurrada. Em trechos de rodovias importantes, como a BR-277 e a BR-376, pontes foram levadas e barreiras caíram, bloqueando o acesso por terra ao Litoral e deixando comunidades inteiras dias à espera de socorro. Quinze anos depois, o episódio segue como um marco para que o Estado mantenha a vigilância e busque estruturas mais resilientes às mudanças do clima.
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