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Imagem: Governo do Paraná
Porto de Paranaguá apresenta plano para cortar emissões de carbono
Documento traça metas e ações para tornar operações mais sustentáveis até 2050
Por Redação
12 de Março de 2026 às 10:34
A empresa que administra os portos do Paraná apresentou, na quarta-feira (11), o Plano de Descarbonização durante evento no Palácio Taguaré, em Paranaguá. O plano reúne ações para reduzir a liberação de gases que agravam o efeito estufa, com a meta de alcançar a neutralidade de carbono em 2050. O estudo foi elaborado pela Fundación Valenciaport, ligada ao Porto de Valência, especializada em transição energética e combustíveis renováveis.
O levantamento seguiu a metodologia internacional do GHG Protocol e o guia espanhol para cálculo da pegada de carbono em portos. As atividades do complexo portuário do Estado geraram cerca de 678 mil toneladas de CO₂ equivalente no período analisado. As emissões diretas da autoridade portuária (Escopo 1) representaram 2,7% do total, enquanto o consumo de energia elétrica (Escopo 2) respondeu por 0,1%. Já o Escopo 3, que engloba terminais, transporte terrestre, serviços de apoio e navios, concentrou 97,1% das emissões.
A próxima etapa será formar grupos de trabalho com a comunidade portuária para tirar o plano do papel. Entre as propostas estão eletrificação de equipamentos, ajustes em processos operacionais e novos padrões voltados à redução de gases de efeito estufa. “A meta central de descarbonização da Portos do Paraná é a mesma da Organização Marítima Internacional (IMO): emissões zero até 2050”, afirmou o diretor de Meio Ambiente. Ele citou como prioridades a melhoria na coleta de dados, estudos sobre o consumo de energia dos navios atracados e a eletrificação do cais, com troca de máquinas movidas a combustíveis fósseis.
Representantes da Fundación Valenciaport destacaram que a autoridade portuária paranaense está entre os poucos portos da América Latina com um plano estruturado de descarbonização, o que reforça o foco em sustentabilidade. Empresas que atuam na região também apresentaram seus próprios avanços, como inventários de emissões e metas para reduzir o impacto ambiental. O encontro reuniu público presencial e mais de 100 participantes on-line, com pitches de soluções e exposição de tecnologias sustentáveis na área externa.
Entre as iniciativas mostradas estavam caminhões movidos a gás natural veicular em trajetos entre o interior do Estado e Paranaguá e máquinas elétricas para uso nas operações portuárias. Segundo a Fundación Valenciaport, a transição energética traz desafios, mas também novas oportunidades e ganhos de competitividade para o setor.
O estudo apontou ainda que 89,2% das emissões de gases de efeito estufa na área portuária em 2023 vieram dos navios, e não das operações em terra. Para estimular práticas mais limpas, a autoridade portuária concede prioridade de atracação a “navios verdes”, com melhor desempenho ambiental, conforme regulamento de 2023. Desde 2019, a empresa participa anualmente da conferência do clima da ONU e mantém parceria com o Porto de Rotterdam para desenvolver projetos de energias renováveis em Paranaguá e Antonina. A Portos do Paraná também é o único porto público brasileiro com certificação EcoPorts, referência internacional em gestão ambiental.
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