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Imagem: Governo do Paraná
Mulher Segura fortalece proteção a mulheres indígenas em Guaraqueçaba
Ações levam informação, acolhimento e prevenção à violência na Aldeia Cerco Grande, no Litoral do Paraná
Por Yasmim Amarantes
13 de Março de 2026 às 11:24
A Aldeia Cerco Grande, em Guaraqueçaba, no Litoral do Estado, recebeu uma das frentes do programa Mulher Segura, que leva orientação sobre direitos e proteção às mulheres indígenas. A comunidade, do povo Guarani M'byá, participou de rodas de conversa conduzidas por policiais da Patrulha Maria da Penha, com apoio de intérpretes que fazem a tradução para a língua originária, garantindo que todas as mensagens sejam compreendidas.
Durante as atividades em Guaraqueçaba, o foco foi o enfrentamento à violência de gênero e a explicação clara sobre o que é considerado agressão, seja física, psicológica, sexual ou dentro de casa. As equipes reforçaram que existem canais seguros de apoio e denúncia, com o objetivo de encorajar mulheres e famílias a buscar ajuda quando necessário.
O trabalho na aldeia é construído em diálogo com as lideranças locais, que ajudam a organizar os encontros e a escolher os tradutores responsáveis por intermediar a comunicação. Segundo a sargento Marina Monteiro, da Coordenadoria Estadual das Patrulhas Maria da Penha, “nas aldeias indígenas, o trabalho privilegia o diálogo, a escuta e a adaptação da linguagem, de modo que a mensagem sobre direitos, proteção e enfrentamento da violência contra a mulher seja compreendida e incorporada à realidade local”.
A experiência em Cerco Grande faz parte da expansão do programa Mulher Segura para territórios indígenas de diferentes regiões. Já foram mais de 20 aldeias atendidas, entre elas Tekohá Guasú Guavirá, em Guaíra, da etnia Avá Guarani, além da Aldeia Koguhn Já Mã, em Campo Largo, e da Reserva Apucaraninha, em Tamarana, ambas Kaingang.
Em todas essas localidades, o formato é semelhante: palestras, visitas domiciliares, participação em reuniões da rede de proteção à mulher, além de ações educativas em escolas e associações. A preparação dos policiais inclui orientações específicas para adequar o conteúdo à realidade cultural de cada povo, sempre com linguagem simples e respeitosa.
De acordo com a major Carolina Pauleto Ferraz Zancan, coordenadora estadual das Patrulhas Maria da Penha, a aproximação com as aldeias tem gerado mudanças perceptíveis. As mulheres e meninas indígenas passaram a ter mais protagonismo, e aumentou o número de denúncias feitas por canais oficiais, como o Disque 181 e o Boletim de Ocorrência Eletrônico da Polícia Civil do Paraná.
A oficial destaca ainda o papel central das lideranças femininas nas aldeias. “No Paraná, as cacicas têm protagonismo nas decisões coletivas e na preservação cultural. Elas representam a voz feminina na decisão tradicional, equilibrando diálogo e firmeza. Sua atuação inspira meninas e mulheres indígenas, mostrando que a liderança também é lugar delas”, afirma.
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