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Imagem: Governo do Paraná
Vacina em gestantes derruba internações de bebês por VSR no Paraná
Imunização começou em dezembro e já mostra grande impacto nas hospitalizações de crianças pequenas
Por Redação
26 de Maio de 2026 às 10:49
Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que o Paraná registrou redução de 83,5% nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em crianças de até dois anos, na comparação do acumulado até a semana epidemiológica 19 entre 2025 e 2026. A queda está diretamente relacionada ao início da vacinação contra o VSR em gestantes, ofertada pelo Estado desde dezembro de 2025.
A redução mais acentuada ocorreu entre recém-nascidos e bebês de até seis meses, faixa em que as hospitalizações caíram 88,3%, passando de 515 casos no ano passado para 60 neste ano. Entre crianças de sete meses a um ano e 11 meses, os internamentos diminuíram 77%, de 388 para 89, sem registro de mortes nesse grupo em 2026.
A vacina voltada às gestantes é aplicada a partir da 28ª semana de gravidez, com o objetivo de transferir anticorpos da mãe para o bebê, garantindo proteção já nos primeiros meses de vida. Somente até maio deste ano, o Estado contabilizou 47.213 doses aplicadas, o que representa cobertura de 87,12% no Paraná.
Aplicada em dose única, a imunização protege contra formas graves de doenças sazonais como bronquiolite e pneumonia, que costumam aumentar no período mais frio. Segundo o secretário estadual da Saúde, a estratégia de vacinar gestantes ajudou a liberar leitos hospitalares e a proteger bebês de um vírus que historicamente causa muitos problemas respiratórios no inverno.
Além da vacina em gestantes, o Estado utiliza o nirsevimabe como outra frente de proteção contra a bronquiolite. Esse medicamento é um anticorpo monoclonal que oferece proteção direta e imediata e, pelo SUS, é destinado a recém-nascidos prematuros (até 36 semanas e 6 dias) e a crianças de até 23 meses com comorbidades graves, como cardiopatias congênitas, doenças pulmonares crônicas ou imunocomprometimento.
Desde fevereiro deste ano, já foram aplicadas 3.561 doses de nirsevimabe de 50 mg e 1.819 doses da apresentação de 100 mg no Paraná. A orientação da Sesa é que pais e responsáveis procurem a Unidade Básica de Saúde para verificar se as crianças se enquadram nos critérios de uso do medicamento.
Para a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, a combinação da vacinação na gestação com o uso do nirsevimabe em grupos de maior risco representa uma “virada de chave” na saúde infantil. Segundo ela, a imunização das gestantes cria uma espécie de barreira de proteção no momento em que o recém-nascido está mais vulnerável, enquanto o anticorpo monoclonal reforça essa proteção em crianças com maior risco.
A dirigente também destacou que os resultados só foram possíveis graças ao trabalho das equipes de saúde e à grande adesão das gestantes paranaenses à vacinação. O cenário atual reforça a importância de manter a procura pelas doses nas unidades básicas de saúde para sustentar os índices de proteção.
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