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Imagem: TCP
Exportações via TCP ganham força rumo à Copa de 2026
Terminal de Paranaguá amplia fluxo de cargas para Estados Unidos, México e Canadá
Por Redação
09 de Junho de 2026 às 14:55
Enquanto a Copa do Mundo de 2026 se aproxima nos Estados Unidos, México e Canadá, o Terminal de Contêineres de Paranaguá vem consolidando sua participação nas rotas comerciais com a América do Norte, especialmente em cargas de carne bovina e madeira. Em 2025, o terminal movimentou mais de 1,1 milhão de toneladas nas operações de importação e exportação com esses países, o que colocou a região entre os principais destinos e origens das mercadorias que passam pela estrutura administrada pela TCP, com base em dados da plataforma Dataliner analisados pela área de inteligência de mercado da empresa. Somente no ano passado, foram 950,8 mil toneladas exportadas e 190,5 mil toneladas importadas, em um fluxo puxado por segmentos ligados à construção civil, embalagens, agronegócio, indústria e alimentos, com destaque para madeira, papel e carne de frango.
Mesmo em um cenário internacional mais desafiador, marcado por novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, o movimento via Paranaguá seguiu em alta. No primeiro trimestre de 2026, as exportações da TCP para a América do Norte somaram 231,9 mil toneladas, enquanto as importações chegaram a 38 mil toneladas. Segundo o gerente comercial da TCP, Fabio Mattos, “os Estados Unidos é um dos principais compradores de carne bovina do Brasil, e as indústrias exportadoras do produto encontram no Terminal o principal corredor de embarque de carnes e congelados do país”. Ele destaca ainda que a estrutura do terminal conta hoje com a maior capacidade de armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.280 tomadas disponíveis.
A carne bovina se tornou um dos principais motores desse crescimento no início deste ano. Entre janeiro e março, 35,7 mil toneladas foram embarcadas para a América do Norte, aumento de 19% em relação ao mesmo período de 2025. Apenas para os Estados Unidos seguiram 31,7 mil toneladas, avanço de 26% na comparação anual. O desempenho mantém o ritmo forte registrado em 2025, quando o terminal atingiu recorde histórico ao embarcar 1,034 milhão de toneladas de carne bovina, volume 53% superior ao de 2024.
As exportações de madeira continuam liderando os embarques para a América do Norte, com 110 mil toneladas movimentadas no primeiro trimestre de 2026, alta de 12% sobre o ano anterior. O produto é utilizado em larga escala na construção civil, na indústria de móveis e na produção de embalagens, e encontra no terminal um dos principais corredores logísticos para o escoamento da produção das regiões Sul e Sudeste do país. Para Fabio Mattos, “o mercado norte-americano tem demandas de consumo muito sólidas, especialmente nos segmentos de madeira e proteína animal, que o Brasil atende com excelência”. Ele avalia que, diante do novo cenário internacional, o exportador precisou atuar com mais flexibilidade, redistribuindo volumes e ajustando a estratégia comercial de forma ágil.
Uma das mudanças mais perceptíveis neste trimestre foi a alteração no perfil dos destinos das cargas. O México assumiu o protagonismo e se tornou o principal destino das exportações da TCP para a América do Norte no primeiro trimestre de 2026, com 130,4 mil toneladas movimentadas, superando os Estados Unidos, que receberam 93 mil toneladas. O avanço mexicano foi impulsionado principalmente pela madeira, que somou 55 mil toneladas e cresceu 33% frente ao mesmo período de 2025. Papel e carne de frango também ganharam peso nessa rota, com 35,7 mil toneladas e 26,7 mil toneladas embarcadas, respectivamente.
Do lado das importações, os Estados Unidos seguem como principal origem das cargas que chegam à TCP na região. No primeiro trimestre de 2026, o país enviou 30,6 mil toneladas ao terminal, com destaque para produtos como polietileno, usado pela indústria de transformação, e enxofre, importante insumo para a produção de fertilizantes. O Canadá, por sua vez, embora ainda movimente volumes menores em comparação a Estados Unidos e México, registra um dos crescimentos mais acelerados. As exportações para o país praticamente dobraram no trimestre, passando de 4,2 mil para 8,1 mil toneladas, com o setor de papel liderando a expansão ao quintuplicar o volume exportado e alcançar 3,6 mil toneladas. Madeira, carne suína e carne bovina também apresentaram alta nas operações com o mercado canadense.
Para sustentar esse fluxo em expansão, a TCP opera com seis serviços marítimos regulares ligando Paranaguá aos principais portos da costa atlântica dos Estados Unidos e do México, além de uma rota que conecta o terminal à costa do Pacífico mexicano. Segundo Mattos, “o alto número de serviços marítimos, a infraestrutura para armazenagem e a integração logística fazem toda a diferença para que a carga consiga ser embarcada rapidamente e continue competitiva mesmo com mudanças no cenário internacional”.
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