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Alerta de frio rigoroso: especialistas reforçam cuidados essenciais com os pets no inverno de 2026
Com previsão de massa de ar polar derrubando as temperaturas, atenção deve ser redobrada com filhotes, animais idosos e de pelo curto
Por Yasmim Amarantes
23 de Junho de 2026 às 08:50
O inverno de 2026 começou oficialmente às 5h24 do último domingo (21), trazendo não apenas a noite mais longa do ano, mas também o prenúncio de uma estação de frio severo. Especialistas em meteorologia alertam para uma forte massa de ar polar que avança pelo país entre os dias 22 e 30 de junho, prometendo despencar as temperaturas. O ápice do inverno deve se concentrar em julho, com marcas negativas e geadas em vários pontos da Região Sul.
Assim como os humanos, os animais de estimação sentem o impacto dessa mudança brusca no clima. A queda nas temperaturas pode comprometer severamente a imunidade dos pets, abrindo porta para doenças respiratórias e quadros de hipotermia. Por isso, médicos-veterinários alertam que mudar alguns hábitos cotidianos é fundamental para garantir o bem-estar e a segurança dos companheiros de quatro patas.
Para ajudar tutores a protegerem seus cães e gatos, separamos as principais recomendações técnicas dos especialistas para este período:
Proteção contra o vento e umidade: Mantenha os animais em ambientes internos, protegidos de correntes de ar frio. As caminhas não devem ficar em contato direto com o piso gelado; utilize estrados, tapetes ou elevações, além de reforçar o estoque de cobertores.
Higiene e pelagem natural: Os banhos devem ser menos frequentes nos dias mais frios. Quando inevitáveis, a secagem com secador deve ser 100% concluída para evitar fungos e problemas de pele. Além disso, evite tosas muito curtas nesta época, já que os pelos funcionam como um isolante térmico natural.
Uso de roupinhas: Indicado principalmente para cães de pequeno porte, filhotes ou raças de pelagem muito curta. É importante monitorar se o pet se adapta bem ao acessório e se a peça não limita seus movimentos ou causa alergias.
Alimentação e hidratação monitorada: Manter a temperatura corporal faz com que o organismo gaste mais calorias, o que pode exigir um ajuste na quantidade de ração diária — sempre sob orientação profissional. Paralelamente, estimule o consumo de água, pois os pets tendem a beber menos líquido no inverno, aumentando o risco de problemas urinários.
Os animais idosos sofrem de forma mais intensa com o inverno. Condições crônicas como artrite, artrose e dores articulares costumam se agravar com o frio, fazendo com que o pet sinta mais dor e apresente dificuldade para se locomover. Oferecer um espaço quente e confortável é o primeiro passo para aliviar o desconforto.
Além do bem-estar físico, a saúde imunológica deve ser blindada. O inverno propicia uma maior circulação de vírus e bactérias causadores de infecções respiratórias, como a famosa gripe canina. Manter a carteira de vacinação rigorosamente atualizada é a maneira mais eficaz de evitar complicações graves.
Embora a previsão meteorológica aponte um início de inverno bastante rigoroso, a tendência é que as massas de ar polar percam força a partir da segunda quinzena de agosto. Até lá, a prevenção e o carinho continuam sendo os melhores remédios para aquecer a estação dos melhores amigos.
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