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Golpe do Pix: por que a checagem virou nosso escudo mais importante?
Conferir dados antes do pagamento ajuda a evitar fraudes
Por Redação
24 de Agosto de 2026 às 16:22
O Pix é uma ferramenta de pagamento rápida e prática, mas também pode ser explorado em diferentes tipos de fraude. A pressa para concluir uma compra ou atender a uma solicitação pode favorecer os criminosos.
Golpes podem envolver QR Codes adulterados, links de cobrança falsos e mensagens que tentam convencer a vítima a fazer uma transferência. Por isso, conferir os dados antes de confirmar o pagamento é uma medida importante.
Antes de concluir uma operação, é recomendado verificar o nome e o documento do recebedor, o valor e a descrição do serviço, quando houver. Links recebidos por mensagens suspeitas e códigos enviados por contatos desconhecidos devem ser tratados com desconfiança.
Entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de fraudes envolvendo Pix ou boletos bancários, com prejuízo estimado em quase R$ 29 bilhões, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento aponta que as fraudes atingem todas as faixas etárias, com idosos mais expostos a boletos falsos e jovens mais ligados a golpes no comércio eletrônico.
Os fraudadores têm investido menos em falhas técnicas e mais em manipulação de comportamento. Eles montam operações que parecem legítimas, usam ferramentas profissionais e criam um ambiente de confiança para convencer a vítima a fazer a transferência.
Um dos golpes mais comuns hoje envolve lojas virtuais falsas. Criminosos criam e-commerces em poucos minutos, fingem ser representantes de empresas conhecidas, especialmente distribuidoras de bebidas e grandes fornecedores, e ainda reforçam a fraude com anúncios pagos nas redes sociais e atendimento por WhatsApp e Instagram.
Depois que recebem o pagamento, desaparecem. O dinheiro passa rapidamente por várias contas de terceiros e pode ser convertido em criptomoedas ou sacado em espécie, o que dificulta a recuperação.
Para reduzir o risco, o texto orienta confirmar se o vendedor realmente representa a empresa, desconfiar de anúncios em redes sociais, checar cobranças inesperadas nos canais oficiais, conferir o nome de quem vai receber o dinheiro e desconfiar de ofertas boas demais para ser verdade.
A sofisticação das fraudes continua evoluindo, com casos de falsas taxas dos Correios, guias de impostos adulteradas e boletos fraudulentos. Por isso, a checagem antes de qualquer transferência segue como a medida mais eficaz para evitar que a agilidade do Pix favoreça criminosos.
Também é importante procurar o aplicativo, site ou canal oficial da empresa quando houver dúvida sobre uma cobrança.
Em caso de suspeita, a orientação é interromper o pagamento e confirmar as informações antes de realizar a transferência.
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