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Imagem: Prefeitura de Paranaguá
Setembro Amarelo reforça importância da atenção à saúde emocional das crianças em Paranaguá
Profissionais da rede municipal de ensino orientam sobre mudanças de comportamento e destacam a importância da parceria entre escola e família
Por Redação
09 de Setembro de 2026 às 11:01
O Setembro Amarelo é marcado por ações de conscientização sobre a valorização da vida e os cuidados com a saúde emocional. Em Paranaguá, a atenção ao bem-estar das crianças também faz parte da rotina das escolas municipais, já que os pequenos nem sempre conseguem identificar ou explicar aquilo que estão sentindo.
Mudanças no comportamento, na convivência com os colegas ou até mesmo no desempenho escolar podem indicar que a criança está passando por alguma dificuldade. Por isso, a observação dos profissionais da Educação é importante para identificar situações que merecem atenção e oferecer acolhimento.
A pedagoga e orientadora educacional Evelise Guilherme, da Escola Municipal Professora Sully da Rosa Vilarinho, explica que um dos principais sinais de alerta é quando a criança apresenta uma mudança significativa em relação ao seu comportamento habitual. Agressividade ou irritabilidade repentina, choro frequente, isolamento, perda de interesse pelas atividades, dificuldade de concentração e queixas físicas recorrentes, como dores de cabeça ou de barriga, estão entre os comportamentos que podem chamar a atenção.
“A percepção passa pela frequência, intensidade e duração daquele comportamento. Não é um dia ruim isolado, mas uma mudança que se sustenta por dias ou semanas e que começa a prejudicar a convivência, a aprendizagem ou o bem-estar da própria criança”, explica.
A professora do Ensino Fundamental, Anos Iniciais das escolas municipais Nascimento Júnior e Presidente Castelo Branco, Rosiane Trigo, também destaca que os sinais podem aparecer de diferentes maneiras. Além de alterações na aprendizagem, a criança pode apresentar mudanças na relação com professores e colegas.
Segundo ela, comportamentos como “Tristeza, apatia, distração ou até mesmo violência e nervosismo” também podem indicar que é necessário observar a situação com mais cuidado.
Ao perceber uma mudança no comportamento, a orientação é acolher a criança sem pressioná-la a falar. Uma conversa individual, uma brincadeira ou uma atividade que permita expressar sentimentos podem ajudar a criar um ambiente de confiança.
“Não forçar a criança a falar. Às vezes, apenas sentar ao lado, oferecer um copo d'água ou dar uma pequena tarefa ao seu lado já ajuda a baixar a guarda”, orienta Evelise.
O brincar e o desenho também podem ser ferramentas importantes para que a criança consiga demonstrar suas emoções, principalmente quando ainda encontra dificuldades para transformar o que sente em palavras.
“O desenho é uma ponte maravilhosa para que a gente pergunte: ‘Me conta a história desse desenho?’ e deixe a criança elaborar suas emoções”, afirma.
A participação da família é fundamental quando a escola identifica alguma mudança. Os profissionais acompanham a criança durante a rotina escolar e observam sua convivência no ambiente coletivo, enquanto os familiares conhecem sua história e seu comportamento em casa.
Por isso, a orientação é que essa aproximação aconteça de forma cuidadosa, sem acusações ou tentativas de diagnóstico por parte da escola.
“A abordagem nunca deve ser de acusação ou diagnóstico, mas de parceria e cuidado. Essa união passa para a criança a mensagem mais importante: “Nós estamos juntos para cuidar de você”, destaca Evelise.
Rosiane também reforça que a proximidade entre escola e família pode facilitar a busca por apoio quando necessário, permitindo que possíveis dificuldades sejam percebidas e acompanhadas antes que se agravem.
Para o secretário municipal de Educação e Ensino Integral, Thiago Casas do Nascimento, o papel da escola vai além do ensino e também envolve atenção ao bem-estar dos estudantes.
“A Educação tem um papel essencial no acolhimento e na valorização da vida. Nossas escolas são espaços de aprendizagem, mas também de escuta, cuidado e atenção ao bem-estar dos estudantes. Neste Setembro Amarelo, reforçamos o compromisso de uma educação que reconhece sentimentos, incentiva o diálogo e mostra que pedir ajuda é sempre importante.”
A conscientização sobre saúde emocional desde a infância também contribui para que as crianças aprendam a reconhecer os próprios sentimentos e entendam que buscar ajuda não é sinal de fraqueza.
“Falar sobre saúde emocional com crianças não é falar sobre morte, mas sim sobre valorização da vida, afeto e autoconhecimento”, conclui Evelise.
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