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Imagem: Governo do Estado do Paraná
Trotes ao 193: “brincadeira” que pode custar vidas
Trotes ao número de emergência desviam viaturas e atrasam o socorro em todo o Paraná.
Por Redação
01 de Abril de 2026 às 09:31
Falsos chamados para o 193 desviam equipes de ocorrências reais, atrasam o socorro e colocam a população em risco, além de serem considerados crime e preverem multa ao responsável pela linha telefônica no Paraná.
O que está acontecendo
No Dia da Mentira, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná reforça o alerta contra trotes ao número 193, destinado a emergências como acidentes e incêndios.
A corporação lembra que cada ligação passa por triagem no Cobom, que define tipo de viatura, quantidade de bombeiros e deslocamento, mobilizando toda uma estrutura.
Por que o trote é tão grave
Em um chamado falso, viaturas saem do quartel e deixam regiões temporariamente sem cobertura, o que pode atrasar o atendimento quando surge uma emergência real.
Em casos de atendimento pré-hospitalar, o atraso de 10 a 15 minutos no socorro pode agravar o quadro da vítima e reduzir as chances de sobrevida na chamada “hora de ouro”.
Exemplo de ocorrência falsa
Em Maringá, dois caminhões de quartéis diferentes foram enviados para um suposto incêndio de grandes proporções em residência; ao chegar, não havia fogo algum.
Após checagem com a central, foi constatado que o telefone era falso, revelando mobilização de equipes e recursos sem necessidade e deixando outras áreas descobertas.
O que diz a lei
A Lei Estadual nº 17.107/2012 prevê sanções administrativas, como multa, e responsabiliza o titular da linha telefônica mesmo quando o autor do trote é menor de idade.
O Código Penal enquadra a prática como comunicação falsa de crime ou ocorrência (artigo 340, com detenção de um a seis meses ou multa) e, em alguns casos, como perturbação ou interrupção de serviço público (artigo 266, com reclusão de um a três anos e multa).
Orientação a pais e responsáveis
Segundo o Corpo de Bombeiros, muitos trotes acontecem à noite, de madrugada ou nas férias, quando crianças usam celulares sem supervisão, além de envolverem pessoas com deficiência intelectual que ligam apenas para conversar.
A corporação reforça que pais e tutores devem acompanhar o uso do telefone, explicar quando se deve ligar para o 193 e evitar que o serviço seja usado como forma de brincadeira.
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