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Imagem: TCP
TCP registra alta de 8% na movimentação no 1º trimestre de 2026
Exportações de carnes, congelados e papel puxam crescimento no Terminal de Paranaguá
Por Redação
17 de Abril de 2026 às 16:31
A empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá encerrou o primeiro trimestre de 2026 com 2,991 milhões de toneladas movimentadas, um avanço de 8% em relação às 2,658 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025, considerando apenas o peso das cargas, sem incluir o dos contêineres. As exportações passaram de 1,885 milhão para 2,096 milhões de toneladas, alta de 11%, com destaque para carnes e congelados, madeira, além de papel e celulose. No segmento de carnes e congelados, o volume subiu 15%, de 903 mil para 1,040 milhão de toneladas embarcadas, enquanto as exportações de papel e celulose cresceram 16%, de 238 mil para 275 mil toneladas; a madeira se manteve estável, com 347 mil toneladas enviadas ao exterior.
Nas carnes, a TCP reforçou o papel de porto estratégico para o agronegócio paranaense. As exportações de carne de frango passaram de 563 mil para 649 mil toneladas, uma alta de 15%, e a participação do terminal nos embarques do produto subiu de 45% para 49%, segundo dados do MDIC compilados pela equipe de inteligência de mercado da empresa. Os principais destinos da carne de frango neste ano são China, Emirados Árabes Unidos e África do Sul, cada um com 10% de participação, repetindo o cenário de 2025, mas com troca de posições entre o segundo e o terceiro colocado por pequena diferença. Já as exportações de carne bovina cresceram de 182 mil para 209 mil toneladas, aumento também de 15%, mantendo a fatia de 27% do mercado de embarques no comparativo entre os dois primeiros trimestres de 2025 e 2026. Em 2026, China e Estados Unidos seguem na liderança das compras, com 43% e 11% respectivamente, enquanto a Rússia assumiu o terceiro lugar, com 8%.
A empresa lembra que o terminal tem hoje a maior capacidade de armazenagem de contêineres refrigerados do país, com 5.280 tomadas, o que reforça a atuação junto às indústrias de carnes e produtos congelados. De acordo com o superintendente institucional e jurídico Rafael Stein, além da estrutura, as 23 escalas semanais regulares fazem com que o terminal seja o maior concentrador de serviços marítimos do Brasil, oferecendo mais flexibilidade e opções de embarque aos exportadores.
No lado das importações, houve crescimento de 2% no trimestre, de 800 mil para 816 mil toneladas. Os principais volumes desembarcados foram dos setores automotivo, que atende principalmente a indústria da região metropolitana de Curitiba, com 131 mil toneladas; produtos químicos, com 130 mil toneladas; além de eletrônicos e maquinários, que somaram 73 mil toneladas. Entre janeiro e março, a movimentação chegou ao equivalente a 411 mil TEUs (contêineres de 20 pés), o que representa alta de 3% frente ao mesmo período do ano anterior e estabelece um novo recorde para o terminal nesse intervalo. Considerando apenas contêineres cheios, as exportações cresceram 10%, para 154 mil TEUs, enquanto as importações permaneceram estáveis, em 83 mil TEUs.
A movimentação de contêineres refrigerados também bateu recorde, alcançando 39.252 unidades, 10% acima da marca de 2025, que foi de 35.809 contêineres. No acesso rodoviário, passaram pelo pátio 162 mil contêineres, e o número de atracações chegou a 244 navios no trimestre. No modal ferroviário, que liga o terminal a ramais em Ortigueira, Cambé e Cascavel, no interior do estado, foram movimentados pouco mais de 26 mil contêineres, volume semelhante ao do primeiro trimestre do ano passado. Cerca de 17% de todas as cargas cheias exportadas chegaram ao terminal pela ferrovia.
A expectativa é de aumento dessa participação com a conclusão de obras de uma terceira linha férrea e de uma nova área de manobras dentro do pátio de operações, em parceria com a Brado Logística. O projeto prevê 757 metros adicionais de trilhos e deve ampliar em cerca de 20% a capacidade do modal, considerado estratégico para indústrias de carne de frango e de papel e celulose do Paraná. Hoje, duas linhas permitem que um trem chegue e outro saia enquanto são movimentados 41 contêineres por vez; com a nova linha, dois trens poderão operar simultaneamente enquanto um terceiro realiza a saída, com possibilidade de dobrar o volume por encoste para até 82 unidades.
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