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Imagem: AEN-PR
Simulado da Defesa Civil prepara moradores de Antonina para inundações
Treinamento no bairro Jagatá orientou a comunidade sobre como agir em situações de alagamento e maré alta
Por Redação
25 de Maio de 2026 às 09:36
Moradores do bairro Jagatá, em Antonina, participaram neste sábado (23) de um simulado de inundação organizado pela prefeitura, com apoio da Defesa Civil Estadual, Corpo de Bombeiros e voluntários da rede de radioamadores. A região, em área de mangue e próxima à baía, concentra 23 casas de madeira e é considerada uma das partes mais vulneráveis do município em dias de chuva forte e maré elevada.
A atividade faz parte da preparação do Estado e do município para enfrentar inundações, alagamentos e deslizamentos, em cenário de previsão de El Niño de forte intensidade nos próximos meses. Segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, o objetivo é treinar equipes e moradores para reduzir riscos e agilizar o atendimento em possíveis emergências.
O exercício começou por volta das 9h30, com o acionamento das equipes e o envio de ambulância para simular o resgate de uma pessoa com dificuldade de locomoção. As equipes avaliaram o tempo de deslocamento, as rotas de acesso e as condições do terreno, pontos considerados essenciais para uma resposta mais rápida em situações reais, conforme destacou o comandante do Corpo de Bombeiros em Antonina, tenente Alexandre de Moraes.
Os moradores foram orientados a se reunir em um ponto de encontro na rua principal, de onde dois ônibus fizeram o transporte até o abrigo definido para emergências, a Escola Municipal Gil Feres. No local, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações práticas sobre como perceber sinais de mudança no tempo e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação.
De acordo com o coordenador do 6º Núcleo Regional da Defesa Civil Estadual, capitão Dhieyson Budernik, o simulado permitiu testar, na prática, o plano de contingência, o trabalho conjunto das secretarias municipais e a forma de acesso à comunidade em caso de alagamento. Já o secretário municipal da Defesa Civil, Sidnei Train, explicou que o bairro foi escolhido após um levantamento que apontou falta de informações sobre o local, onde já houve episódios em que moradores ficaram ilhados por causa da combinação de chuva intensa e maré alta.
Moradores relataram que já enfrentaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento desde que se mudaram para o bairro. Trabalhador portuário, Carlos Alberto contou que a família se sente mais segura após as explicações recebidas: “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.”
Antonina foi um dos municípios mais atingidos pelo episódio conhecido como “Águas de Março”, em 2011, quando chuvas concentradas provocaram inundações, alagamentos e deslizamentos. Na ocasião, 1.281 casas foram afetadas, 287 precisaram ser evacuadas, 1.160 pessoas ficaram desabrigadas e 8.172 ficaram desalojadas, além de danos às redes de água e energia elétrica.
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