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Imagem: Portos do Paraná
Pró-Paraná visita Moegão e acompanha avanços da Portos do Paraná
Diálogo reforça parceria para futuro da infraestrutura paranaense
Por Redação
12 de Junho de 2026 às 15:51
O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, recebeu na quinta-feira (11), em Paranaguá, representantes do Movimento Pró-Paraná. A comitiva visitou o Palácio Taguaré para conhecer projetos estratégicos da empresa pública e acompanhou as obras do Moegão, que estão em fase final. Na véspera, Garcia também participou de reunião virtual com integrantes do movimento.
A visita tinha como objetivo acompanhar as ações que levaram a sete anos consecutivos de crescimento na movimentação de cargas e a seis títulos seguidos de melhor gestão portuária do Brasil. “Recebemos o Movimento Pró-Paraná, formado por personalidades importantes que ajudam a pensar o futuro do nosso Estado. São apoiadores do desenvolvimento da infraestrutura paranaense e parceiros importantes para demonstrarmos o que a Portos do Paraná vem realizando”, afirmou Luiz Fernando Garcia.
“Gostaria de agradecer ao presidente da Portos do Paraná pelo bom diálogo que estamos tendo nesta semana”, destacou o presidente do Movimento Pró-Paraná, Marcos Domakoski. “Nossa proximidade se acentuou com a dragagem das pedras Palanganas e a concessão do canal de acesso, que representou uma grande conquista. O Porto realmente ousou e avançou, e agora estamos acompanhando os resultados e os recordes alcançados”, completou.
O diretor-presidente guiou a comitiva à maior obra portuária em desenvolvimento no Brasil. “Aqui, eles puderam conhecer o Moegão, uma das obras mais transformadoras da infraestrutura ferroviária portuária do país. É um projeto que representa o fortalecimento do modal ferroviário como elemento essencial para manter a competitividade do Porto pelas próximas décadas. Eles puderam sentir o mesmo orgulho que nós, da Portos do Paraná, sentimos desde o início dessa obra”, acrescentou Luiz Fernando Garcia.
Luis Roberto Dantas Bruel, coordenador do Conselho de Infraestrutura do Movimento Pró-Paraná, ressaltou os ganhos logísticos e macroeconômicos. “Entendemos que o Moegão representará um grande salto na capacidade de movimentação de cargas e no carregamento dos navios. Isso terá reflexos positivos em toda a economia do Paraná”, afirmou. “Para nós, do Pró-Paraná, é uma satisfação ver a conclusão de uma obra para a qual o Movimento colaborou de alguma forma”, completou.
O vice-presidente do Movimento, Mario Pereira, destacou a complexidade e os benefícios para a logística ferroviária. “É uma obra fantástica. Descemos ao subsolo e fiquei impressionado com a grandiosidade da engenharia envolvida. Além disso, a elevada capacidade de recepção do Moegão impulsionará o desenvolvimento ferroviário do Estado”, disse.
Nelson Costa, superintendente da Federação das Cooperativas do Paraná (Fecoopar), também ressaltou os ganhos. “Eu tive a oportunidade de visitar, no ano passado, os portos de Londres e Amsterdã e não vi nada parecido. Temos a expectativa de iniciar em breve as operações dos terminais das cooperativas, que estão realizando as obras de interligação ao sistema. Para as cooperativas, essa estrutura é fundamental”, destacou.
Na quarta-feira (10), por videoconferência, Garcia apresentou ao Comitê de Infraestrutura do Movimento o histórico que culminou na concessão do Canal de Acesso ao Porto de Paranaguá. Ele fez um retrospecto dos investimentos no canal de navegação, que permitiram a marca histórica de 73,5 milhões de toneladas movimentadas em 2025.
Entre 2019 e 2025, o calado operacional nos 24 berços de atracação do Porto de Paranaguá evoluiu para até 13,3 metros de profundidade, permitindo embarque de volumes maiores. Para isso, a Portos do Paraná investiu aproximadamente R$ 630 milhões em dragagens, aprofundamento e derrocagem. Entre 2011 e 2018, o calado variava entre 9,5 e 12,5 metros.
Com a concessão, o calado operacional poderá atingir 15,5 metros. Cada metro adicional representa cerca de 7 mil toneladas a mais de granéis vegetais por navio ou aproximadamente 500 contêineres. A elaboração do projeto foi liderada pelas equipes técnicas da Portos do Paraná com órgãos federais.
O retorno financeiro previsto inclui remuneração anual de R$ 83 milhões para a Portos do Paraná, além de 3% da receita bruta. A concessionária assumirá a operação em setembro de 2026.
“A nossa expertise garantiu as condições técnicas e operacionais necessárias para assegurar o desenvolvimento futuro dos portos paranaenses”, pontuou Garcia. “Não se pode esperar resultados diferentes fazendo sempre as mesmas coisas. E realmente vocês estão fazendo a diferença ao alcançar resultados tão expressivos”, concluiu Domakoski.
O Movimento Pró-Paraná (MPP) é entidade de integração e relações institucionais criada em 2001 pelo jornalista e advogado Francisco Cunha Pereira Filho. Sem fins lucrativos, integra interesses dos diversos segmentos da sociedade paranaense junto aos poderes constituídos, buscando soluções para o desenvolvimento social, cultural e econômico do Estado.
O movimento participou das discussões sobre o Moegão desde as fases iniciais, produzindo notas técnicas que aprimoraram a proposta. Em dezembro de 2024, representantes do Movimento visitaram o empreendimento ao lado do governador Ratinho Junior e do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
Desde 2023, o Comitê de Infraestrutura do Movimento Pró-Paraná e o Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) promovem debates sobre melhorias da infraestrutura do litoral paranaense, incluindo as obras do Moegão.
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