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Notícias→Saúde →Junho Preto reforça alerta para melanoma e importância de descobrir o câncer cedo
Imagem: Governo do Paraná

Junho Preto reforça alerta para melanoma e importância de descobrir o câncer cedo

Campanha destaca prevenção durante todo o ano e mostra que diagnóstico precoce aumenta muito as chances de cura

Por Redação
22 de Junho de 2026 às 10:36

Uma pinta que cresce, uma mancha que escurece ou uma ferida que não fecha podem ser os primeiros sinais de melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. No Junho Preto, mês de conscientização sobre a doença, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná reforça que descobrir o problema cedo é decisivo para o sucesso do tratamento, mesmo em períodos frios e com menos sol aparente. Embora represente uma parcela menor dos casos de câncer de pele, o melanoma responde pela maior parte das mortes, justamente por ter grande capacidade de se espalhar para outros órgãos quando não é identificado e tratado rapidamente.

Dados do Sistema de Informações Hospitalares mostram que, entre 2024 e abril de 2026, foram realizados 2.498 procedimentos relacionados ao melanoma maligno da pele (CID C43) na rede pública do Paraná. Foram 1.058 procedimentos em 2024, 1.045 em 2025 e 395 apenas nos quatro primeiros meses de 2026. As ações mais comuns envolvem cirurgias para retirar lesões e reconstruir a pele, com 846 procedimentos de excisão e sutura com plástica em Z ou rotação de retalho nesse período. Também foram feitas 332 reconstruções de partes moles em oncologia, 233 tratamentos clínicos de pacientes oncológicos, 228 atendimentos de intercorrências clínicas e 192 exéreses múltiplas de lesões de pele ou tecido subcutâneo.

Segundo o secretário estadual da Saúde, César Neves, o Estado vem reforçando a linha de cuidado oncológica para garantir atendimento em todas as fases, do diagnóstico à alta complexidade. Ele destaca que os números comprovam a capacidade do SUS paranaense de oferecer desde a investigação inicial até procedimentos sofisticados, mas lembra que o maior desafio continua sendo a prevenção e o diagnóstico antecipado: “Mas o nosso maior desafio continua sendo incentivar a prevenção e o diagnóstico precoce, que aumentam significativamente as chances de cura”. O secretário também alerta que os cuidados não podem ficar restritos ao verão: “Muitas pessoas associam a doença ao verão e a maior exposição ao sol, mas os cuidados devem ser mantidos durante todo o ano e, também, no inverno”.

No Paraná, a rede pública dispõe de uma linha estruturada para identificar, diagnosticar e tratar pacientes com suspeita de melanoma. A orientação é procurar o serviço de saúde assim que surgir qualquer lesão diferente, para avaliação o mais cedo possível por um profissional. A dermatologista Priscila de Cássia Francisco, do Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDSP), lembra que quem já teve melanoma tem risco maior de desenvolver novos tumores ao longo da vida e, por isso, permanece em acompanhamento especializado. “Quem já teve melanoma apresenta um risco maior de desenvolver novos melanomas ao longo da vida. Por isso, geralmente permanece em acompanhamento especializado. O objetivo é monitorar alterações na pele e identificar novas lesões ainda em fases muito iniciais”, afirma.

Entre os principais fatores de risco estão a predisposição genética, histórico familiar de melanoma e exposição acumulada ao sol durante a vida. A combinação desses elementos aumenta bastante a chance de desenvolver a doença, o que reforça a necessidade de atenção redobrada. Quando o melanoma é detectado nos estágios iniciais, o tratamento tende a ser mais simples e com resultados melhores, reforçando o papel central do diagnóstico precoce. Para isso, os serviços especializados utilizam recursos como a dermatoscopia, exame que permite observar a lesão ampliada, e em alguns casos o mapeamento corporal digital, que registra imagens da pele para comparação ao longo do tempo.

O fluxo de atendimento começa geralmente na Atenção Primária, quando uma lesão suspeita é identificada e o paciente é encaminhado para avaliação especializada. A partir daí, podem ser solicitados exames complementares e biópsias para confirmar o diagnóstico. Se o melanoma estiver restrito à pele, o seguimento costuma ser feito pelos serviços de dermatologia; quando existe suspeita de acometimento de linfonodos ou outros órgãos, equipes de cirurgia oncológica e outros especialistas passam a atuar de forma integrada.

No dia a dia, os cuidados preventivos não têm estação. Mesmo no inverno e em dias nublados, a radiação ultravioleta continua incidindo sobre a pele, o que torna indispensável o uso de protetor solar, roupas adequadas em atividades ao ar livre e atenção a qualquer alteração em pintas e manchas. É importante observar mudanças de cor, formato e tamanho, além de lesões que coçam, sangram ou não cicatrizam, e buscar avaliação médica diante de qualquer sinal suspeito. Neste Junho Preto, o recado reforçado pela Sesa é direto: conhecer os sinais do melanoma e procurar ajuda o quanto antes pode significar a diferença entre um tratamento mais complexo e uma chance muito maior de cura.

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