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SUS amplia oferta de tratamentos contra o câncer com nove medicamentos

Novos remédios serão utilizados em 13 indicações e devem beneficiar cerca de 116 mil pacientes

Por Redação · 3 min de leitura

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Foto: Jarbas Oliveira/Folhapress
O Sistema Único de Saúde (SUS) começa a oferecer, nesta semana, nove medicamentos para o tratamento de diferentes tipos de câncer. Os remédios serão utilizados em 13 indicações, incluindo tumores de mama, estômago, rim, próstata, pulmão e tireoide.

De acordo com o Ministério da Saúde, a medida deve beneficiar aproximadamente 116 mil pacientes. A expectativa do governo é disponibilizar 23 novos medicamentos oncológicos na rede pública até o fim do ano.

A iniciativa faz parte do AF-Onco, política criada para organizar a compra e a distribuição de tratamentos contra o câncer. Com a inclusão dos 23 medicamentos, a previsão é ampliar em 35% as opções disponíveis no SUS.

Entre os novos tratamentos está o abemaciclibe, indicado para pacientes com câncer de mama em estágio inicial e alto risco de retorno da doença. Na rede privada, o custo anual do medicamento pode ultrapassar R$ 350 mil.

Distribuição dos medicamentos

Os nove medicamentos serão encaminhados a 21 centros de tratamento em 17 estados. Alguns deles já eram utilizados pelo SUS, mas passam a atender também outras indicações.

O trastuzumabe, por exemplo, já era oferecido para pacientes com câncer de mama e agora também será utilizado no tratamento de tumores no estômago. Já o rituximabe terá o uso ampliado para determinados tipos de linfoma e leucemia.

“Os pacientes com alguns tipos de linfoma e leucemia também poderão beneficiar-se com a ampliação das indicações de rituximabe”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (20), durante um ato nacional de oncologia realizado no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, com participação de gestores do SUS em outros 19 hospitais.

Outros avanços anunciados

Além dos medicamentos, o Ministério da Saúde anunciou a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais, conhecidos como FIT, para rastreamento do câncer colorretal. A oferta começa em novembro, de forma gradual, nas capitais e em municípios com mais de 500 mil habitantes.

O exame é destinado a homens e mulheres sem sintomas, com idade entre 50 e 75 anos. Ele identifica a presença de sangue oculto nas fezes, que pode indicar alterações como pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer colorretal.

A pasta também informou que está ampliando o rastreamento do câncer do colo do útero por meio do teste DNA-HPV. Outra medida é o custeio de cirurgias videotorácicas oncológicas, principalmente para casos de câncer de pulmão. A técnica é minimamente invasiva e pode reduzir o tempo de internação e as complicações após a operação.

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