A estrutura e o modelo de gestão dos portos paranaenses receberam a visita de uma comitiva do estado de Rondônia nesta quarta-feira (28). Liderado pelo governador Coronel Marcos Rocha, o grupo esteve na sede da Portos do Paraná, em Paranaguá, para conhecer iniciativas que possam contribuir para ampliar a eficiência e a produtividade portuária no Norte do país.
A comitiva foi recebida pelo diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, e por outros representantes da empresa pública. Também participaram da visita o diretor-presidente da Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (SOPH), Fernando Cesar Ramos Parente, e o secretário-subchefe da Casa Militar de Rondônia, Alexandre Gonçalves Viana.
O encontro começou no Palácio Taguaré, sede administrativa da Portos do Paraná. Na sequência, os visitantes conheceram áreas do cais e acompanharam apresentações sobre a infraestrutura e a logística portuária do estado.
Durante a visita, foram apresentados projetos e práticas relacionados a investimentos, concessões e arrendamentos de áreas. O governador Marcos Rocha destacou o interesse em conhecer o modelo paranaense e levar experiências para contribuir com o crescimento da estrutura portuária de Rondônia.
O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirmou que o intercâmbio demonstra o reconhecimento do trabalho desenvolvido no estado e destacou que as experiências podem servir de referência para outras autoridades portuárias brasileiras.
A visita também abordou as características logísticas de Rondônia. O estado conta com um porto comercial em Porto Velho, às margens do Rio Madeira, que se conecta ao Rio Amazonas e permite a navegação até o Oceano Atlântico. Em 2025, o Porto Organizado de Porto Velho movimentou pouco mais de 2 milhões de toneladas de cargas, principalmente soja.
Com o crescimento do agronegócio, Rondônia busca ampliar suas alternativas de transporte e conexão com os mercados internacionais. Segundo o governador, o estado também trabalha em uma rota de saída para a Ásia pelo Oceano Pacífico, que poderá reduzir em dez dias o tempo de transporte até o Oriente.
A troca de experiências com a Portos do Paraná faz parte dessa busca por melhorias na logística e no desenvolvimento da atividade portuária.