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Imagem: Prefeitura de Paranaguá
Memórias Vivas do Carnaval de Paranaguá são homenageadas
Parnanguaras que viveram para o Carnaval têm suas histórias contadas e valorizadas pela prefeitura
Por Redação
29 de Janeiro de 2026 às 09:44
A Prefeitura de Paranaguá presta uma emocionante homenagem a parnanguaras que ajudaram a construir ao longo de décadas, a história do Carnaval do município. São personagens que viveram, respiraram e dedicaram suas vidas à maior festa popular do Brasil.
Histórias que revelam carnavalescos, compositores, ritmistas, porta-bandeiras, destaques de luxo e pessoas profundamente apaixonadas pelo Carnaval de Paranaguá, um patrimônio cultural construído por quem fez da avenida a sua casa.
Segundo o secretário municipal de Cultura e Turismo, José Reis de Freitas Neto, resgatar a cultura da cidade é um dos principais objetivos da gestão. “Todas essas pessoas dedicaram suas vidas a essa grande manifestação popular que é o Carnaval. Nada mais justo do que prestar homenagens e resgatar essas histórias, que tanto contribuíram para o fortalecimento e o crescimento do Carnaval de Paranaguá”, enalteceu o secretário.
Entre os homenageados estão Ailson Santos, Antoninho, Seu Dodô, Dona Luci Tavares e Helenice, que compartilharam trajetórias marcadas por paixão, talento e amor pelo Carnaval, desde a década de 1950, atravessando gerações.
Memórias do Carnaval de Paranaguá
Seu Dodô (Adioquerce Santos), fundador de escola de samba e ritmista, relembra o início de sua trajetória, sempre guiado pela paixão pelo ritmo e pela avenida. “Minha história no Carnaval parnanguara começou em 1961, como ritmista do Junqueira. Antes disso, fui fundador de uma escola de samba mirim. Meus pais e irmãos sempre foram do Carnaval, foi assim que cresci com essa paixão. Criamos uma escola mirim com instrumentos feitos de lata. Fazíamos carrinho, repique e desfilávamos até em volta do coreto da Praça Fernando Amaro”, contou.
Ele lembra, ainda, que desfilava em uma escola enquanto seus irmãos saíam em outra. “Eu saía no Junqueira e meus irmãos na Escola do Rocio. Competíamos, sim, e naquele ano nós ganhamos. Era ótimo viver essa competição familiar. Carnaval a gente vive, tem que gostar”, finalizou.
Antoninho Santos, que passou por várias escolas, foi fundador da Escola de Samba Águias de Ouro, compositor e grande sambista, deixando sua marca na música e na história do Carnaval parnanguara. “Quando comecei, na década de 1960, o Carnaval envolvia a família inteira: escolas, samba, fantasias, tudo. A primeira escola em que desfilei foi no Rocio, ainda muito pequeno, ao lado da minha irmã. Ali tudo começou”, ressaltou.
Ele explica que, na época, o papel do compositor era ainda mais amplo. “Eu produzia os sambas porque antigamente não existia a figura do carnavalesco. O compositor escrevia o samba e, a partir da letra, eram criadas as alas e as fantasias”, ressalta.
Dona Luci Tavares, aos 90 anos, compositora e declamadora, emocionou ao contar sua história desde a infância, repleta de sambas e amor pelo Carnaval de Paranaguá. “O Carnaval, para mim, é a melhor época do ano. Sempre amei o momento e também fazia fantasias para as escolas de samba. Fiz samba para a Vai Quem Quer e criava arranjos com cabos de vassoura enfeitados”, diz dona Luci Tavares.
Dona Luci resume o sentimento que carrega até hoje. “Carnaval é uma festa que eu gosto e admiro muito. Tudo o que envolve carnaval é maravilhoso. Ver as pessoas felizes, brincando, cantando e se divertindo é ótimo”, lembrou.
Ailson Santos, criador das próprias fantasias e verdadeiro artista da avenida, contribuiu por quase 40 anos, desfilando em praticamente todas as escolas de samba da cidade e também em outros municípios. “Sempre fui apaixonado pelo Carnaval. Tenho muitas memórias dos desfiles, todos muito emocionantes para mim”, destacou.
Responsável por conceber e confeccionar suas fantasias, ele relembra o processo criativo. “A ideia vinha rápido e logo eu colocava no papel. O que demorava era a confecção. Antigamente era mais trabalhoso, levava meses. Hoje, com a tecnologia, ficou bem mais fácil”, completou.
Helenice Rocha de Santana, consagrada porta-bandeira, dedicou sua vida à avenida do samba, brilhando com elegância e formando novas porta-bandeiras e mestres-salas, mantendo viva a tradição. “Minha história no Carnaval de Paranaguá começou quando eu tinha apenas quatro anos. Meu pai era passista e minha mãe bordadeira. Desde então, não parei mais”, contou.
Mesmo afastada dos desfiles por questões de saúde, ela segue atuante. “Infelizmente, não posso mais desfilar, mas estarei sempre na avenida trabalhando pela minha escola. Faço tudo o que posso”, lembrou.
Helenice também relembra os bastidores intensos da folia. “Eu me instalava na casa do presidente da escola de samba e chegava a esquecer que tinha casa. Ficava entre 30 e 60 dias fazendo fantasias, ajudava todas as alas e desfilava sem dormir”.
A Secultur segue realizando uma série de entrevistas com essas personalidades ligadas ao Carnaval de Paranaguá. O resultado final poderá ser conferido em breve nas redes sociais e no site oficial da Prefeitura. Serão vídeos que apresentam momentos da história e da contribuição de cada uma dessas ilustres figuras para a cultura do município.
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