Safra farta anima pescadores artesanais em Shangri-lá e Barrancos
Por Redação
17 de Junho de 2026 às 16:37
A temporada da tainha está em pleno ritmo no litoral paranaense e, em pouco mais de um dia, pescadores artesanais já retiraram cerca de 25 toneladas do mar nos balneários de Shangri-lá e Barrancos. Entre terça-feira (16) e a manhã desta quarta-feira (17), onde a chegada de grandes cardumes lotou a faixa de areia com redes e peixes.
Moradores que vivem da pesca explicam que a safra da tainha acontece entre maio e agosto, período em que os cardumes sobem do sul do continente rumo ao norte da costa brasileira. Nesse intervalo, a rotina das comunidades pesqueiras muda, já que muitos contam com a abundância do peixe para garantir renda e manter viva uma tradição que atravessa gerações.
A boa quantidade de tainha registrada nos últimos dias chamou a atenção de quem trabalha no mar. Segundo o pescador Elonai de Oliveira, apenas entre terça-feira (16) e a manhã desta quarta-feira (17) foram retiradas aproximadamente 25 toneladas de tainha das praias da região. O pescador Leonardo Tavares relatou uma das grandes capturas durante a passagem dos cardumes, quando o grupo se deslocava em direção ao Balneário de Barrancos e percebeu a intensa movimentação dos peixes perto da costa, resultando em um cerco que rendeu cerca de 10 toneladas.
“Estávamos indo para Barrancos quando avistamos um peixe. Paramos devagar para observar e, de repente, começou a saltar muito peixe. Aí todo pescador fica feliz. Fizemos o cerco e cercamos o cardume, com muitos peixes pulando. A expectativa é de que a safra continue melhorando nos próximos dias. Quem quiser comprar tainha fresca pode procurar a banca de Shangri-lá”, relatou Junior. A procura pelo peixe deve seguir alta, acompanhando a expectativa dos pescadores para os próximos dias de safra intensa.
Além de garantir sustento para dezenas de famílias, a pesca da tainha é parte importante da identidade cultural de Pontal do Paraná. Nos tradicionais arrastões, os pescadores se organizam em grupo para cercar os cardumes e puxar as redes até a areia, em um trabalho coletivo que é passado de pais para filhos e atrai a curiosidade de moradores e turistas. As condições de outono e inverno, com água mais fria e mudanças nas correntes marítimas, aproximam os cardumes da costa e tornam este um dos períodos mais aguardados pelas comunidades caiçaras do município.
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