Entrou em vigor nesta terça-feira (3) o novo Plano de Contingência para Eventos de Saúde Pública (PCESP) da Portos do Paraná. O documento estabelece protocolos para prevenir e responder a possíveis emergências sanitárias envolvendo tripulantes, viajantes e mercadorias que passam pelos terminais portuários.
O objetivo é reduzir os riscos de entrada e disseminação de doenças no Brasil por meio das atividades portuárias. Os procedimentos poderão ser utilizados em situações envolvendo suspeitas de doenças como ebola, mpox e outras enfermidades com potencial de transmissão.
O novo plano foi apresentado à comunidade portuária, agentes marítimos e autoridades durante um workshop realizado na sexta-feira (30), na sede do Sest/Senat, em Paranaguá. A atividade contou com profissionais da Autoridade Portuária e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A atualização atende a uma resolução da Anvisa publicada em 2024, que tornou obrigatória a implementação e manutenção de planos de contingência pelas administrações de portos e aeroportos. Antes, essa responsabilidade ficava concentrada na agência reguladora.
Embora a Portos do Paraná já mantivesse procedimentos para emergências sanitárias há mais de 10 anos, o documento passou por uma revisão completa, com mudanças nos fluxos de atendimento e nas orientações para as equipes envolvidas.
Uma das principais novidades é a adoção da chamada abordagem sindrômica. Com esse método, os profissionais avaliam inicialmente os sintomas apresentados por um tripulante, sem depender da identificação imediata da doença.
A partir dessas informações, são definidos os procedimentos de atendimento e encaminhamento. A identificação da enfermidade poderá ocorrer posteriormente, durante a avaliação hospitalar.
A implantação também envolveu reuniões com representantes dos serviços municipais e estaduais de saúde, incluindo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Hospital Regional do Litoral.
Para testar a eficácia dos novos protocolos, a Portos do Paraná realizará um simulado de emergência sanitária no início de dezembro. A atividade deverá avaliar a capacidade de resposta das equipes e identificar possíveis ajustes.
O plano também deverá passar por testes e atualizações periódicas, conforme as exigências da Anvisa, para garantir a preparação dos terminais diante de eventuais crises de saúde pública.