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Imagem: Governo do Estado do Paraná
Paraná mantém alerta contra dengue mesmo com queda de casos
Secretaria reforça que momento é de atenção, não de relaxamento nos cuidados contra o mosquito
Por Redação
05 de Maio de 2026 às 14:57
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná mantém o alerta para a dengue, mesmo após queda significativa nos casos e mortes registrados nos primeiros meses de 2026. A orientação é para que a população siga firme nas ações de prevenção, já que o clima paranaense continua favorável à proliferação do Aedes aegypti.
O vírus da dengue tem quatro sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), e quem adoece ganha proteção apenas para o tipo que já teve, podendo ser infectado até quatro vezes ao longo da vida. As infecções por um sorotipo diferente daquele de uma doença anterior aumentam o risco de formas graves, com possibilidade de complicações sérias e morte.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destacou que a redução recente nos indicadores é resultado do esforço conjunto entre governo e população, mas não significa o fim do risco. Segundo ele, “as medidas de controle do mosquito devem ser mantidas rigorosamente”, citando a limpeza de calhas, a vedação de caixas d’água, o cuidado com pratos de vasos de plantas e o descarte correto do lixo como ações fundamentais.
A vigilância laboratorial da dengue no Paraná ocorre de forma contínua desde 1995, acompanhando quais sorotipos circulam no estado. Até 2018, o DENV-1 foi o mais frequente, cedendo espaço ao DENV-2 em 2019 e 2020; a partir de 2021 o DENV-1 voltou a predominar, e desde 2024 foi registrada a reintrodução do DENV-3, o que chama a atenção das autoridades de saúde.
Entre janeiro e o fim de abril de 2026, os laboratórios estaduais analisaram mais de seis mil amostras para identificar os sorotipos em circulação. Mais de duzentas delas deram positivo para dengue, todas de moradores do Paraná, com manutenção da predominância do DENV-2, cenário que já vinha sendo observado em 2025.
Mesmo com dois anos seguidos de queda nos casos, a Sesa segue em ações de combate em todo o estado, aliando intervenções de campo e trabalho de conscientização. Dados do Laboclima da Universidade Federal do Paraná (UFPR) apontam que março foi um mês de risco climático para dengue em quase todo o Paraná, reforçando que a sazonalidade deixou de ser o único fator determinante para a doença.
Entre as medidas indicadas para impedir a reprodução do mosquito estão manter caixas d’água bem tampadas e ralos protegidos com telas, higienizar bebedouros de animais, guardar recipientes que possam acumular água sempre de boca para baixo e dar destino correto a pneus velhos, preferencialmente com apoio do serviço de limpeza urbana. Também é recomendado retirar a água da bandeja externa da geladeira, limpar calhas e lajes, colocar areia em cacos de vidro sobre muros e em pratos de vasos, descartar o lixo em lixeiras fechadas e protegidas da chuva e revisar quintais e varandas para eliminar qualquer objeto que possa acumular água, inclusive pequenas tampinhas.
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