O horário de verão não será retomado no Brasil neste ano. O Ministério de Minas e Energia (MME) confirmou que não há previsão de adiantar os relógios no período de 2026/2027. A decisão foi baseada em estudos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), avaliados pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).
A conclusão consta no relatório de monitoramento da Agenda Estratégica Eletroenergética 2026, que considera desnecessária a adoção da medida para o próximo período seco e de maior consumo de energia.
Na prática, os moradores dos estados que tradicionalmente adotavam o horário de verão, incluindo o Paraná, não precisarão fazer qualquer ajuste nos relógios. Os horários oficiais de cada região serão mantidos normalmente durante os próximos meses.
O horário de verão está suspenso desde 2019, quando o governo federal encerrou a medida por meio do Decreto nº 9.772, de 25 de abril daquele ano.
Por que o horário de verão foi suspenso?
Segundo o Ministério de Minas e Energia, estudos realizados em 2019 apontaram que a mudança nos relógios havia deixado de apresentar os benefícios esperados de economia de energia e redução da demanda.
Isso ocorreu devido a alterações nos hábitos de consumo da população. O maior uso de equipamentos para enfrentar o calor, por exemplo, deslocou parte do pico de consumo de energia para o período da tarde, reduzindo a necessidade de adiantar os relógios para aproveitar a luz natural no início da noite.
Antes da suspensão, o horário de verão era adotado em estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, incluindo Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
Possibilidade de retorno continua em avaliação
Apesar da decisão para 2026/2027, o governo não descarta uma possível retomada no futuro. O Ministério de Minas e Energia informou que o tema continuará sendo avaliado periodicamente, considerando as condições do sistema elétrico e a segurança do abastecimento no país.
Em 2024, por exemplo, o retorno chegou a ser recomendado diante de preocupações com a situação dos reservatórios e o consumo de energia. No entanto, a medida foi descartada após uma melhora nas condições do setor elétrico.
Para que o horário de verão volte a valer, será necessário um novo decreto presidencial. Até o momento, não existe previsão de publicação de uma medida desse tipo.